ACM Neto resgata gestão em Salvador e afirma: “Eu mostrei que era possível gastar menos com a máquina e mais com a cidade”

Foto: Divulgação
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O candidato ao governo da Bahia ACM Neto (União Brasil) afirmou, nesta quarta-feira (9), durante entrevista à Rádio Metropole, que sua passagem pela Prefeitura de Salvador demonstrou ser possível administrar a capital com autonomia financeira e sem depender de alinhamento político com os governos estadual e federal.

Ao relembrar o início de sua gestão, Neto disse ter encontrado uma cidade em situação financeira difícil e destacou o trabalho de reorganização das contas públicas como um dos principais legados de seus dois mandatos.

“Eu mostrei que era possível gastar menos com a máquina e mais com a cidade, menos com a prefeitura e mais com o cidadão”, afirmou.

Segundo o candidato, o ajuste fiscal permitiu que a Prefeitura de Salvador ampliasse a capacidade de realizar investimentos com recursos próprios. Neto citou ainda o Índice Firjan de Gestão Fiscal (IFGF), indicador que avalia aspectos como autonomia, gastos com pessoal, liquidez e investimentos.

“Quando eu assumi a prefeitura, Salvador ocupava a vigésima terceira posição do Brasil em gestão fiscal. (…) Eu deixei Salvador como a primeira colocada do Brasil em gestão fiscal”, declarou.

Documentos oficiais da Secretaria Municipal da Fazenda registram que Salvador ocupava a 23ª posição entre as capitais no IFGF antes da adoção das medidas de ajuste mencionadas por Neto. Relatórios posteriores da Prefeitura apontam que a capital alcançou a primeira colocação entre as capitais brasileiras em diferentes edições do índice. (Secretaria da Fazenda de Salvador⁠)

Neto também afirmou que deixou recursos disponíveis para o sucessor, Bruno Reis, além de financiamentos contratados.

“Quando eu saí da prefeitura, a despeito de ter deixado grandes realizações e transformações, eu também consegui deixar dinheiro em caixa para o meu sucessor, o atual prefeito Bruno Reis”, disse.

“Trabalhei com três presidentes”

Outro ponto destacado pelo candidato foi a relação que manteve, durante os oito anos em que esteve à frente da Prefeitura de Salvador, com presidentes de diferentes partidos.

Neto citou Dilma Rousseff (PT), Michel Temer (MDB) e Jair Bolsonaro (PL) e afirmou que conseguiu trabalhar com os três, apesar das diferenças políticas entre os governos.

“Cada um num canto político, cada um num espectro partidário e trabalhei com os três”, afirmou.

Na avaliação de Neto, o fim de uma eleição deve marcar também o encerramento da disputa política e a retomada da administração voltada para toda a população.

“Passou a eleição, meu irmão, é o seguinte: desarma o palanque, acabou a disputa. Você vai ser votado por uma parte das pessoas, mas a sua obrigação é governar para todas as pessoas”, declarou.

O candidato relacionou esse posicionamento ao resultado de sua primeira reeleição para a Prefeitura de Salvador.

“E foi por isso que eu me reelegi com 74% dos votos”, afirmou. A eleição municipal de 2016 terminou com a vitória de Neto no primeiro turno, com 74,04% dos votos válidos, segundo dados eleitorais.

Pandemia

Neto também citou a pandemia de Covid-19 como um dos períodos mais difíceis enfrentados durante sua administração. Ao lembrar daquele momento, afirmou que precisou administrar a crise mesmo diante de dificuldades de relacionamento político com o então governador da Bahia.

“Veio a pandemia, aquele momento caótico para o Brasil, para o mundo, talvez a maior dificuldade que a humanidade enfrentou no último século”, afirmou.

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