Senador defendeu a conciliação como ferramenta contra o ódio em Sessão Solene no Congresso Nacional
O senador Jaques Wagner (PT-BA) participou, nesta quarta-feira (27), da Sessão Solene do Congresso Nacional que celebrou os 475 anos da Diocese de São Salvador e os 350 anos de sua elevação à Arquidiocese. Na tribuna, Wagner, um dos requerentes da sessão, refletiu sobre como a religião é um caminho para o entendimento das discordâncias humanas. Para o parlamentar, “a prática da fé deve incentivar a conciliação e evitar a propagação da semente do ódio na sociedade”.
“Eu entendo que esta sessão é um momento de homenagem à fé, às religiões e a Deus. Estamos vivendo tempos áridos, de guerras, que são, infelizmente, consequência da incapacidade dos seres humanos em dialogar sobre suas diferenças”, completou Wagner, que também criticou a influência que as redes sociais possuem dentro desse contexto.
Buscando justificar o seu ponto de vista, o senador relembrou o episódio de quando foi anunciado o projeto de transposição do Rio São Francisco. Na ocasião, como ministro do presidente Lula e defensor de levar água a todos os nordestinos, ele precisou dialogar com o Frei Luiz Cappio, que vivia greve de fome em protesto à iniciativa.
“Fui o primeiro a falar com o Frei. Depois de horas de conversa, ele queria escrever uma carta-resposta ao presidente, mas eu não estava ali para isso. Chegamos a um entendimento e ele cedeu. Na fé e na determinação de fazer o correto, essa situação foi um exemplo para mim de como temos que estar sempre abertos ao diálogo”, contou.
A história da fé na Bahia
Criada em 1551, a Diocese de Salvador foi a primeira do Brasil e exerceu papel central na organização institucional do país. Ao longo de quase cinco séculos, a instituição se consolidou como pilar da identidade baiana e referência histórica e cultural. Elevada ao patamar de Arquidiocese, ela permanece como símbolo de resistência espiritual e compromisso com o desenvolvimento humano.