Nem todo diagnóstico de autismo acontece na infância. Dados do estudo “Mapa Autismo Brasil”, divulgado em 2026, mostram que, embora a maioria dos diagnósticos ocorra até os 4 anos de idade, ainda existe um número significativo de pessoas que descobrem o Transtorno do Espectro Autista (TEA) apenas na adolescência, vida adulta ou até na terceira idade.
Diante dessa realidade, o vereador Marcelo Guimarães Neto (UB), apresentou um projeto de lei que institui diretrizes para a Política Municipal de Conscientização, Identificação e Apoio ao Diagnóstico Tardio do TEA em Salvador.
A proposta prevê ações de informação, acolhimento, orientação e inclusão social voltadas a adolescentes, adultos e idosos que apresentam sinais compatíveis com o espectro autista, mas que chegaram à vida adulta sem diagnóstico formal.
Entre as diretrizes previstas no texto estão campanhas educativas sobre o diagnóstico tardio do TEA, disseminação de informações sobre características do transtorno em diferentes fases da vida, incentivo à capacitação de profissionais das áreas da saúde, educação e assistência social, além da produção de materiais educativos acessíveis sobre os direitos das pessoas com autismo.
O projeto também estimula ações integradas entre órgãos públicos, instituições de ensino, entidades da sociedade civil e conselhos municipais, além da realização de estudos sobre a incidência do diagnóstico tardio em Salvador.
“Muitas pessoas passaram anos sem compreender os desafios que enfrentavam nas relações sociais, familiares e profissionais. O diagnóstico tardio representa acolhimento, acesso à informação e garantia de direitos”, destacou o vereador.