"Temos mais de 360 prefeitos unidos", afirma Adolpho Loyola em resposta a ACM Neto

Foto: Divulgação
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O secretário de Relações Institucionais da Bahia, Adolpho Loyola, reagiu nesta quinta-feira (2) às declarações do ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, de que prefeitos da base aliada do governador Jerônimo Rodrigues poderiam migrar para a oposição após o fim do prazo da janela partidária. Durante o desfile cívico do 2 de Julho, em Salvador, Loyola descartou qualquer preocupação com uma possível debandada e aproveitou para disparar críticas ao adversário político.

Em tom de provocação, o secretário afirmou que ACM Neto estaria obcecado com a possibilidade de traições políticas e lançou uma das frases mais fortes de sua entrevista.

"A pessoa que trai muito vive atrás de traição. É bom deixar para ele que a política adora traição, mas detesta traidor. Ele que fica atrás de traição."

Loyola sustentou que a base do governo permanece consolidada e disse que os gestores municipais seguem alinhados ao projeto político liderado pelo governador Jerônimo Rodrigues e pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

"Os prefeitos estão muito bem quistos aqui e muito bem alojados. Quem quiser sair, como já foram feitos alguns, que não estiver, tudo bem. Ele fica comemorando prefeito da União Brasil declarando apoio para ele, com um atraso retado. Eu não tenho que me preocupar com eles, eu tenho que me preocupar com os meus. Nós somos mais de 360 prefeitos unidos para que Jerônimo possa continuar, junto com Lula, governando."

Questionado sobre o ambiente político durante o desfile do 2 de Julho, tradicionalmente visto como um espaço de demonstração de força entre governo e oposição, o secretário reconheceu que a festa também serve como um indicativo do cenário eleitoral, mas ressaltou o caráter democrático da celebração.

"Sempre é um termômetro, sempre é muito bom. Todo mundo traz suas torcidas. Está nosso povo aqui, está o povo deles também, com a turma deles. Então, é a festa da democracia. O 2 de Julho é isso, essa é a diversidade. Graças ao 2 de Julho, a Bahia é independente."

Ao ser questionado sobre qual seria o "placar" político do desfile deste ano, Loyola preferiu não entrar na disputa por números e evitou fazer qualquer projeção.

"Ah, não vou precisar. Vamos falar um a um, vamos tocar isso melhor."

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