A pré-candidata a deputada federal Maria Marighella (PT) avaliou de forma positiva o início da instalação das estacas para a ponte Salvador-Itaparica, ato liderado pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT) e pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na véspera das celebrações do 2 de Julho. Em entrevista coletiva nesta quinta-feira (2), em Salvador, a petista defendeu que o aporte financeiro em grandes obras de infraestrutura é um pilar fundamental para garantir a soberania e a prosperidade econômica do território baiano.
Marighella ponderou que o avanço do desenvolvimento urbano e logístico deve caminhar em absoluta sintonia com as agendas de sustentabilidade e preservação cultural. A pré-candidata pontuou que o papel das lideranças de esquerda na Câmara dos Deputados deve focar na atração de grandes investimentos, sem abrir mão da vigilância rigorosa na proteção de áreas vulneráveis, como comunidades quilombolas, terreiros de candomblé, territórios tradicionais e patrimônios naturais.
Ao comentar o andamento de sua mobilização para as eleições de outubro, a petista enfatizou que a estratégia majoritária do partido nacionalmente depende de uma profunda reformulação do Poder Legislativo em Brasília. Maria Marighella criticou a atual configuração do Congresso Nacional, acusando o parlamento de tutelar o orçamento público federal por meio de emendas. Ela reforçou o apelo para que o eleitorado priorize a construção de uma bancada de sustentação ao Palácio do Planalto, focada em pautas como o combate à violência contra as mulheres, o fortalecimento da juventude e a valorização da cultura e da educação.
"A decisão dos governos do Brasil e da Bahia em realizar esse investimento intenso em infraestrutura é fundamental, pois um território emancipado e soberano precisa ter a capacidade de investir no que promove prosperidade. Ao lado disso, cabe a nós a defesa dos territórios, dos quilombos, dos terreiros, das comunidades tradicionais e da natureza. Em relação à pré-candidatura, sinto uma energia muito bonita e positiva nas ruas. Não basta eleger Luiz Inácio Lula da Silva, embora essa seja a mãe de todas as batalhas. Precisamos conversar com a juventude, acolher e defender as mulheres que enfrentam situações de violência severa, e proteger a cultura e a educação. Lula tem falado muito sobre a necessidade de eleger um Congresso amigo do povo, e esse é o nosso espírito por onde passamos. Não dá mais para conviver com um Congresso que sequestra o orçamento e tutela a população com recursos de emendas. Precisamos emprestar a nossa voz a um projeto de emancipação, democracia e soberania, e é com essa energia que caminhamos pela Bahia rumo à vitória no dia 4 de outubro", declarou Maria Marighella.