O pré-candidato a deputado federal Carlos Muniz Filho detalhou sua postura estratégica em relação aos alinhamentos da chapa majoritária e o respeito à fidelidade partidária. Questionado pela imprensa nesta quinta-feira (2), no cortejo cívico do 2 de Julho, em Salvador, sobre como se posicionará diante das movimentações de seu pai, o presidente da Câmara Municipal, Carlos Muniz — que possui trânsito e diálogos tanto com o ex-prefeito ACM Neto (União) quanto com o governador Jerônimo Rodrigues (PT) —, o jovem político separou as convicções pessoais das obrigações da legenda.
Muniz Filho enfatizou que, no plano estadual, sua conduta será integralmente balizada pelas diretrizes estabelecidas pelo PSDB. Ele garantiu que subirá no palanque e defenderá a candidatura ao governo da Bahia que for formalmente chancelada pela direção tucana, priorizando a coesão partidária em detrimento de escolhas individuais. Como o PSDB integra o bloco de oposição liderado por ACM Neto no cenário local, o pré-candidato assinalou o compromisso de seguir rigidamente o direcionamento que for homologado pela legenda nas convenções.
Por outro lado, no âmbito da disputa pela Presidência da República, o postulante fez uma distinção clara entre o voto partidário e a sua preferência pessoal. Ele adiantou que pretende acompanhar a escolha de seu pai e votar no presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No entanto, Muniz Filho ressalvou que essa decisão de foro íntimo está condicionada às deliberações nacionais do PSDB, lembrando que a federação partidária avalia o lançamento da pré-candidatura do deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG) ao Palácio do Planalto. Caso esse projeto se confirme oficialmente, ele ressaltou que a obrigação de fidelidade ao partido se sobreporá ao desejo familiar no momento do voto.
"Eu estou hoje filiado ao PSDB e a gente precisa ter e respeitar a fidelidade partidária. Portanto, estarei apoiando o candidato ao governo do estado de quem o PSDB encaminhar. Em relação ao meu voto pessoal para presidente, a minha intenção é acompanhar o posicionamento do meu pai e votar em Lula, mas para governador a gente tem que seguir estritamente o partido. O que o partido decidir nacionalmente para a presidência, nós precisamos avaliar; talvez a gente possa ter uma escolha pessoal, mas não o voto partidário de palanque. Até porque o deputado Aécio Neves surge como um possível candidato a presidente pelo PSDB. E caso Aécio seja de fato o candidato oficial do partido, nós teremos que apoiá-lo de forma integral por conta do compromisso com a fidelidade partidária", explicou Carlos Muniz Filho.