O deputado estadual Emerson Penalva (PP) rebateu as críticas feitas pelo ex-governador Rui Costa (PT) à estrutura da saúde pública de Salvador e afirmou que o petista tenta direcionar à capital o desgaste provocado pelos problemas enfrentados pela gestão de Jerônimo Rodrigues (PT) na Bahia.
“Rui Costa quer descontar em Salvador a frustração dele com o desgoverno de Jerônimo Rodrigues. Em vez de cobrar resultados do governador que ajudou a eleger, prefere atacar uma cidade que ampliou sua rede de saúde e assumiu responsabilidades que durante muito tempo foram ignoradas pelo Estado”, afirmou Penalva.
O deputado também ironizou as críticas do ex-governador ao mencionar o caso da compra de respiradores durante a pandemia. “Antes de tentar dar lição a Salvador, deveria explicar os problemas deixados pela própria gestão e cobrar do atual governador as respostas que a Bahia continua esperando, como o problema da fila da regulação e a falta de hospitais regionis”, disse.
Para Penalva, a declaração representa uma tentativa de transferir aos municípios a responsabilidade por dificuldades acumuladas durante duas décadas de governos estaduais comandados pelo PT.
“Eles nunca deram as mãos aos prefeitos para mudar essa realidade. Passaram duas décadas sem construir uma parceria capaz de fortalecer os municípios e agora querem transferir a responsabilidade justamente para quem vive com o caixa no limite e atende diretamente a população”, disse.
Penalva citou a expansão da rede municipal de Salvador e afirmou que a capital construiu uma estrutura própria de atendimento. De acordo com o deputado, a cidade, que não possuía hospital municipal, passou a contar com quatro unidades: o Hospital Municipal de Salvador, o Hospital do Homem, uma maternidade municipal e um hospital veterinário.
O deputado acrescentou que Salvador tinha apenas uma Unidade de Pronto Atendimento, que não funcionava, e atualmente possui mais de dez unidades. Segundo ele, a ampliação ajudou a reduzir a pressão sobre a rede hospitalar.
“Salvador fez o dever de casa. Criou uma rede própria, ampliou os serviços e passou a oferecer uma estrutura que não existia. É uma transformação concreta, que não pode ser apagada porque Rui Costa decidiu transformar a saúde em instrumento de ataque político”, afirmou.
Penalva destacou ainda que a cobertura da atenção básica na capital avançou de 18% para 70%. Para o parlamentar, os números falam por si só e mostram que o município ampliou sua participação na oferta de serviços públicos de saúde.