Na próxima segunda-feira (13), será realizado, em Salvador, o Encontro Nacional dos Sindicatos dos Garis, evento organizado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio e Serviços da CUT (Contracs-CUT) e pelo Movimento Nacional de Garis e Margaridas.
O encontro, que acontece na Casa do Olodum, no Pelourinho, das 8h às 16h, reunirá lideranças de todo o país para definir os próximos passos da mobilização em defesa da aprovação do PL 4.146/2020, que prevê a criação de um piso salarial nacional de R$ 3.036, adicional de insalubridade de 40% e aposentadoria especial, além de estabelecer direitos e diretrizes para a categoria.
De acordo com o secretário-geral licenciado do Sindicato dos Trabalhadores da Limpeza Urbana da Bahia (Sindilimp-BA) e pré-candidato a deputado federal Luiz Carlos Suíca (PT), a expectativa é que, caso o projeto continue sem ser pautado no Senado Federal, novas ações nacionais sejam organizadas para manter a pressão sobre o Congresso e acelerar a aprovação da proposta.
A reunião ocorre após uma série de mobilizações nacionais promovidas entre maio e junho, quando trabalhadores realizaram uma paralisação e, posteriormente, uma greve nacional para cobrar a votação da matéria, que já reúne apoio da maioria dos senadores.
Segundo Suíca, o encontro também pretende demonstrar a capacidade de organização dos trabalhadores da limpeza urbana e ampliar o debate sobre a importância do setor para a qualidade de vida nas cidades.
"O encontro vai fazer um balanço desse movimento nacional e mostrar para o país que existe uma categoria organizada, que luta não apenas por salário, mas por cidades mais limpas, mais saudáveis e por políticas públicas eficientes para a limpeza urbana", afirmou.
Durante entrevista ao programa Alô Juca, da rádio Piatã FM, na última quinta-feira (9), o dirigente destacou que o planejamento da limpeza pública ainda é um desafio em muitos municípios. Para ele, não basta intensificar os serviços apenas durante visitas de autoridades.
"Tem ruas que só são limpas quando o prefeito vai passar. Depois que ele vai embora, a limpeza deixa de acontecer. Isso não é planejamento. O gestor precisa entender que investir na limpeza urbana é investir em saúde pública e na qualidade de vida da população", afirmou.