"Querendo tomar a cadeira de Jerônimo", dispara Luciano Ribeiro sobre movimentações políticas de Rui Costa

Foto: Divulgação
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O deputado estadual Luciano Ribeiro (União Brasil) conversou com jornalistas para contra-atacar as declarações recentes da base governista e defender as incursões do ex-prefeito ACM Neto (União Brasil) nas periferias de Salvador. Em pronunciamento na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), o parlamentar da oposição apontou uma suposta crise de liderança e tensões internas no núcleo do Partido dos Trabalhadores (PT), sugerindo que o ministro da Casa Civil, Rui Costa, tenta ofuscar a autoridade do governador Jerônimo Rodrigues (PT).

Para o parlamentar oposicionista, a reação inflamada dos secretários e deputados governistas às agendas de fiscalização de ACM Neto reflete um descontentamento com os rumos da própria gestão estadual.

"O ministro Rui Costa está andando inquieto, né? Ele quis dar um canto de carroceria em Jerônimo, acho que não conseguiu ainda, querendo tomar a cadeira de Jerônimo. E aí anda se esperneando para lá, para cá. O Neto foi prefeito dessa cidade por oito anos. A avaliação da população de um modo geral, a população pobre, a pessoa da classe média, toda aprovou os seus mandatos e o reelegeu. Então, Neto conhece bem Salvador. E o fato de Neto ter ido onde tem o problema é tudo o que nós esperamos de um governante. Nós queremos um governador que tenha coragem, um governador que vá para o front, um governador que enfrente ele mesmo, sem terceirizar os graves problemas da Bahia", defendeu Luciano Ribeiro.

O deputado estadual argumentou que a centralidade do debate sobre a segurança pública e o acesso à saúde — apelidada pela oposição de "fila da morte" da regulação de leitos — expõe o esgotamento do modelo político que governa o estado há duas décadas. Na avaliação do parlamentar, as críticas da bancada governista às consultorias e viagens do ex-prefeito soteropolitano funcionam como uma cortina de fumaça para tentar desviar o foco do eleitorado dos índices de criminalidade e das carências sociais da Região Metropolitana.

"A violência é um dos maiores problemas da Bahia, junto com a famigerada fila da morte, que eles prometeram zerar e não conseguem. É por isso a agonia do ministro Rui Costa de concorrer ao Senado, mas ele queria mesmo era ser o candidato a governador. Essa politicagem não apaga o sentimento de abandono que a população sente nas ruas, e o nosso papel como parlamentares é cobrar soluções definitivas, não justificativas", concluiu o deputado do União Brasil.

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