"Mais um factóide", diz Robinson Almeida ao rebater críticas da oposição à educação e segurança na Bahia

Foto: Divulgação
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O deputado estadual Robinson Almeida (PT) subiu o tom contra o bloco de oposição ao Palácio de Ondina ao defender as políticas públicas do governador Jerônimo Rodrigues (PT). Em conversa com jornalistas nesta terça-feira (2), na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), o parlamentar negou a existência de um mecanismo de "aprovação automática" na rede estadual de ensino, classificou o tema como um factóide eleitoral e cobrou responsabilidade compartilhada ao tratar da segurança pública.

Para o parlamentar, que preside a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa, o ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao governo, ACM Neto (União Brasil), tenta desgastar a imagem da gestão estadual recorrendo a teses que já foram rejeitadas pelo eleitorado baiano em pleitos anteriores.

"Eu desconheço a aprovação automática. O que existe desde sempre é a recuperação de estudantes que, porventura, não tiveram um desempenho adequado em algumas matérias e podem fazer o que chamava na minha época de dependência. Então esse é mais um factóide de um pré-candidato que não tem o que criticar do governo do Estado. Jerônimo faz a maior intervenção de infraestrutura das escolas estaduais de todos os tempos, com escolas de tempo integral e a mudança em todos os indicadores positivos do Ideb. Realmente, não cola essa crítica da educação, como não colou na eleição passada, quando ele começou a campanha dizendo que o governador Jerônimo era o pior secretário de educação do país e a população não acreditou", rebateu o petista.

Segurança pública e incursões eleitorais

Ao abordar o cenário da segurança pública — alvo frequente de vídeos e contestações da oposição —, Robinson Almeida argumentou que a expansão das organizações criminosas e o avanço da violência urbana configuram um desafio estrutural de escala nacional, alimentado pelo narcotráfico, e não uma exclusividade geográfica da Bahia.

O deputado criticou a postura de ACM Neto de utilizar as vulnerabilidades sociais da periferia como palanque eleitoral temporário, apontando uma suposta contradição entre os discursos atuais do ex-prefeito e o seu histórico de viagens internacionais após o revés sofrido nas urnas.

"Ele fica buscando encontrar um bode expiatório para um problema estrutural do país, que é o problema da violência urbana que advém do consumo e do uso de drogas. Não tem nenhum estado do país que possa dizer 'no meu estado não tem organização criminosa, não tem facção, não tem violência'. É uma questão nacional e ele, ao invés de colaborar e ajudar, fica criando o factóide. Talvez sirva para ele pisar o pé na favela agora na época da eleição, porque ele estava, nos anos imediatamente após a sua derrota, viajando para a Europa e para os Estados Unidos. Certamente não era para ver nenhuma experiência exitosa, era talvez para gastar o dinheiro que o Banco Master pagou a ele na consultoria, que todo mundo tem dúvida se foi realmente prestada. Essa politicagem não resolve o problema do povo, e o povo está ao lado do presidente Lula e do governador Jerônimo, que têm trabalhado e enfrentado as dificuldades do dia a dia", disparou Robinson Almeida.

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