O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República, foi incluido entre os investigados pela Polícia Federal (PF) por suspeitas de irregularidades no financiamento do filme “Dark Horse”, que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A abertura da investigação foi determinada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), e recebeu aval da Procuradoria-Geral da República (PGR).
As apurações envolvem repasses de R$ 61 milhões feitos pelo empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para o financiamento do longa-metragem. Segundo a investigação, os recursos teriam sido solicitados por Flávio Bolsonaro ao banqueiro.
Uma das suspeitas investigadas é de que parte do dinheiro teria sido destinada ao custeio do ex-deputado Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. A defesa de Flávio Bolsonaro ainda não havia se manifestado sobre a investigação.
Na semana passada, durante sabatina no Jornal Nacional, Flávio Bolsonaro afirmou que não havia irregularidades na busca por recursos privados para financiar a cinebiografia do pai. “Não tem absolutamente nada de irregular”, declarou o senador na ocasião.
De acordo com informações do portal Metrópoles, o gabinete de André Mendonça homologou, nesta semana, a delação premiada do empresário Antonio Carlos Freixo Júnior, conhecido como Mineiro, dono da Entre Investimentos e Participações. Segundo a investigação, a empresa teria sido utilizada para receber os repasses de Daniel Vorcaro destinados à produção do filme.
O caso também está relacionado a outra investigação em tramitação no Supremo Tribunal Federal. Na última quinta-feira (10), o ministro Flávio Dino autorizou 49 mandados de busca e apreensão para apurar suspeitas de desvio de emendas parlamentares destinadas pelo deputado federal Mario Frias (PL-SP).
Foto: Vittor Sales/Divulgação Campanha Flávio Bolsonaro