O candidato ao Senado pelo Time de Lula relacionou os jogos ao crescimento do endividamento das famílias e a problemas relacionados à saúde mental
O candidato ao Senado pelo PT, Rui Costa, defendeu restrições às plataformas de apostas e aos jogos de azar online no Brasil. Em entrevista à TVE, na noite desta segunda-feira (21), o ex-governador da Bahia se posicionou contra a rápida expansão das chamadas “BETs” e de jogos como o “Tigrinho”, além de alertar para os efeitos dessas plataformas sobre o endividamento das famílias.
Para ele, a discussão sobre a legalização dos cassinos ganhou uma nova dimensão com a migração dos jogos para celulares, tablets e computadores. “O cassino hoje tá no celular, tá no tablet, tá no computador, nessas BETs de apostas”, afirmou. Rui Costa questionou o caráter de sorte atribuído a determinados jogos online e afirmou que, em modalidades como o “Tigrinho”, os resultados são determinados pelos sistemas das plataformas, e não “pela sorte”.
Na avaliação do petista, a facilidade de acesso aos jogos tem contribuído para o comprometimento da renda das famílias, inclusive com a participação de crianças e adolescentes. Ao defender uma atuação mais restritiva do poder público, Rui Costa ressaltou que o modelo atual beneficia principalmente as empresas do setor, enquanto parte dos usuários enfrenta dificuldades financeiras e problemas familiares.
“Eu sou contra, acho que tem que restringir. Não dá para ficar essa farra, enquanto o povo tá empobrecendo, ficando endividado e eles [donos das BETs] cada vez mais trilionários às custas da pobreza, da doença e da depressão das pessoas e das famílias”, disse.
O posicionamento do candidato, que disputa, ao lado de Jaques Wagner, uma das vagas da Bahia no Senado, está alinhado à posição do presidente da República e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva. Em pronunciamentos recentes sobre o tema, Lula também defendeu medidas para restringir as apostas e os jogos de cassino virtual e afirmou que pretende “acabar com as BETs no país”.