O senador Angelo Coronel (Republicanos) comentou, nesta quinta-feira (26), a instabilidade na base governista e os resultados das últimas pesquisas de popularidade do governo federal. Durante o evento de filiação de Leo Prates ao seu partido, Coronel, que recentemente rompeu com o grupo de Jerônimo Rodrigues, fez um convite aberto ao MDB e analisou o desgaste da imagem do presidente Lula perante fatias estratégicas do eleitorado, como mulheres e jovens.
"O MDB, a gente tem uma amizade muito grande, tanto com o Geddel como com o Lúcio e os prefeitos também. Eu sempre dou um toque que no nosso time comporta todos os prefeitos e a direção do partido. Quem tem história tem que ser tratado com carinho e respeito, não como algo descartável", afirmou o senador, referindo-se aos rumores de que o MDB estaria perdendo espaço na chapa governista.
Questionado sobre a pesquisa Datafolha divulgada no início de março — que mostrou a avaliação negativa do governo Lula subindo para 40% e um empate técnico com Flávio Bolsonaro em cenários de segundo turno —, Coronel apontou a "jovialidade" como o fator determinante para o próximo ciclo eleitoral. A pesquisa indicou uma perda de fôlego do petista especialmente entre o eleitorado feminino e os jovens, grupos que foram decisivos em 2022.
"Sem desmerecer aos velhinhos, aos idosos — porque eu também estou perto da idade —, mas a jovialidade está imperando. Os brasileiros querem candidaturas que tenham energia para tocar os problemas do Brasil, que não são poucos. Se você fizer um balanço nos candidatos a governador Brasil afora, a grande maioria são de pessoas bem mais jovens que o atual presidente", disparou Coronel.