Zema critica Moraes e defende impeachment: "Projetinho de ditador"

Foto: Divulgação
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O ex-governador de Minas Gerais e candidato à Presidência da República pelo Novo, Romeu Zema, voltou a defender o impeachment do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes. Além da destituição, o presidenciável defendeu a prisão do magistrado, classificando-o como "projetinho de ditador".

A declaração foi feita por meio de suas redes sociais nesta terça-feira (1º), após a revelação de que o magistrado editou o contrato de R$ 131 milhões firmado pela banca de advocacia de sua esposa, Viviane Barci de Moraes, com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Na manhã desta terça, o jornal O Estado de S. Paulo revelou que metadados do arquivo do contrato, que foi enviado por WhatsApp a Vorcaro, evidenciam que o documento foi editado por um usuário identificado como "Ministro Alexandre de Moraes".

"É por isso que ainda como governador de Minas protocolei o pedido de impeachment do Alexandre de Moraes. Impeachment é pouco. Ele merece é cadeia. Chega de intocável enriquecendo às custas do povo. Prisão pra ele e que devolva todo o dinheiro", declarou na postagem.

Essa não é a primeira crítica de Zema a ministros do STF. Durante sua pré-campanha, o candidato lançou uma série de vídeos em seus perfis, em que fez críticas a figuras políticas e do Judiciário.

Tais medidas fizeram com que o ministro Gilmar Mendes, do STF, enviasse ao colega de Corte, ministro Alexandre de Moraes, uma solicitação para que o ex-governador de Minas Gerais passasse a ser investigado no inquérito das fake news em abril deste ano.

O processo corre sob sigilo no Supremo, mas o pedido de Gilmar foi confirmado pela CNN Brasil. A solicitação se deu depois que Zema compartilhou um vídeo mostrando fantoches de Gilmar e do ministro Dias Toffoli discutindo sobre o escândalo do Banco Master.

Zema afirmou que recebeu com "surpresa e decepção" a notícia quanto ao pedido de Gilmar para incluí-lo no inquérito.

"Eu vejo com uma certa surpresa e também com decepção, mas confirma essa crença minha que nós temos hoje ministros que querem calar qualquer um que discordem dos mesmos. O que eu fiz foi usar uma alegoria, fantoche, caricatura, para mostrar tudo de podre que está acontecendo lá", disse Zema, que classificou a postura do magistrado como antidemocrática.

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