O governador da Bahia e candidato à reeleição, Jerônimo Rodrigues (PT), defendeu a manutenção de investimentos estaduais nos municípios baianos sem distinção partidária. Durante sabatina exibida pela TV Aratu nesta terça-feira (1º), o chefe do Executivo destacou a relação com gestores de oposição, criticou a falta de equipamentos municipais essenciais e questionou a viabilidade da proposta de saúde apresentada pelo concorrente ACM Neto (União Brasil).
Jerônimo citou exemplos de grandes cidades geridas por adversários políticos para ilustrar sua postura administrativa frente aos acordos federativos.
"A minha convivência com o prefeito de Feira de Santana não foi negociando o apoio dele. Eu atuei, sentei diversas vezes, visitei diversas vezes e vou continuar visitando, dando a garantia ao povo que eu não vou largar a mão porque o prefeito não é meu aliado. Os dois — nem Zé Ronaldo em Feira, nem o ex-prefeito de Jequié — foram meus. E eu fiz um gesto em nome da relação federativa de respeito que eu tenho e vou continuar tendo aos prefeitos e prefeituras da Bahia", declarou o governador.
Parcerias municipais e infraestrutura de saúde e educação
O candidato do PT ressaltou que a atuação do Governo do Estado busca suprir lacunas na assistência básica e na educação infantil, cobrando compromisso das prefeituras com obras locais.
"Eu não posso abrir mão de cuidar de um município do tamanho de Feira de Santana porque o prefeito não me apoiou. Feira de Santana não tem hospital municipal, ele disse que ia começar a obra, recebi imagens e não começou nada. Eu não sou de trabalhar com firula, com bravata. Estou disposto a ajudar a construir hospitais municipais e creches em Salvador, Feira, Vitória da Conquista e Porto Seguro", afirmou.
Críticas ao "Pix Saúde" e expansão da rede estadual
Ao abordar as propostas da oposição para o setor de saúde, Jerônimo questionou o funcionamento do programa "Pix Saúde" prometido por ACM Neto e contrapôs com os dados de ampliação da rede pública estadual nas últimas gestões petistas.
"Eu tenho que ouvir do meu concorrente que vai fazer um Pix Saúde. Até agora ele não explicou qual que é. Porque se for contratualizar serviço da rede privada, já se faz; se for passar dinheiro para os amigos dele, que são donos de hospitais ou de clínicas particulares, isso eu não quero discutir com ele", disparou Jerônimo.
O gestor encerrou apresentando o balanço de expansão de leitos no estado:
"Nós aumentamos a nossa quantidade de leitos em 6 mil leitos, juntando Rui, eu e Wagner. Eu entreguei em três anos e meio 15 novos hospitais, e existem oito novos sendo construídos para ampliar a rede. Eu vou continuar estendendo a mão aos prefeitos e prefeitas, independente de partido político", concluiu.