Zema critica cenário da segurança na Bahia e afirma: “Brasília no luxo e o restante do Brasil no lixo”

Foto: Divulgação
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O governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República, Romeu Zema (Novo), afirmou nesta terça-feira (30), durante entrevista à rádio CBN Salvador, que o combate à corrupção será a principal bandeira de uma eventual campanha ao Palácio do Planalto. Durante a entrevista, Zema também criticou a situação da segurança pública na Bahia, fez comparações entre a gestão mineira e a administração baiana e defendeu punição para agentes públicos envolvidos em crimes, independentemente do cargo ocupado.

Ao comentar as investigações envolvendo o deputado conhecido como “Galinha”, Zema disse que o caso evidencia a infiltração do crime organizado nas instituições.

“Eu realmente não tinha conhecimento desse fato gravíssimo do deputado Galinha e está aí mais uma demonstração de como o crime organizado está se infiltrando nas instituições.”

Na sequência, o governador destacou que sua gestão em Minas Gerais não registrou casos de corrupção e comparou o cenário ao da Bahia.

“Como governador de Minas, por sete anos e meio, eu falo que o meu governo foi muito ruim para os meios de comunicação no sentido de gerar notícias, manchetes, já que nós não tivemos nenhum escândalo, nenhuma corrupção, nenhum esquema. Situação oposta à da Bahia.”

Ainda durante a entrevista, Zema criticou a segurança pública no estado baiano e atribuiu a responsabilidade às administrações locais.

“Eu lamento muito que o povo baiano tenha tido um governo que fomentou organizações criminosas. É muito triste. A Bahia hoje está entre um dos estados com a maior taxa de criminalidade do Brasil e Minas Gerais, que faz divisa, está com uma das menores taxas de criminalidade.”

O pré-candidato afirmou que o atual cenário político favorece uma elite política em detrimento da população.

“A realidade no Brasil hoje é essa: político rico e povo pobre. Brasília no luxo e o restante do Brasil no lixo. Nós temos de acabar com isso.”

Ao defender sua plataforma para a disputa presidencial, Zema afirmou que fará um enfrentamento rigoroso à corrupção e que ninguém deve estar acima da lei.

“Como presidente, vou ter como principal bandeira exatamente essa: combater a corrupção. Investigação a fundo e prisão de quem quer que seja. Se é ministro do Supremo, que seja detido. Se é ex-presidente, que seja detido. Se é algum parente meu, que inclusive eu não tenho nenhum no governo, que ele também seja detido.”

O governador também citou uma série de escândalos de corrupção registrados no país ao longo das últimas décadas e disse que pretende romper esse ciclo.

“O brasileiro está cansado de corrupção. Nós já tivemos mensalão, petrolão, mala de dinheiro, lava-jato, estamos tendo agora Banco Master. Não esqueçamos do INSS também. Eu quero acabar com a corrupção como presidente.”

Por fim, Zema voltou a afirmar que sua gestão em Minas Gerais é exemplo de administração pública sem escândalos.

“Em Minas eu acabei com isso. Não levei um parente, não teve um escândalo em sete anos e meio. Dá para fazer certo, sim. É só ter coragem e querer.”

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