o senador Jaques Wagner (PT-BA) elogiou as inovações que têm melhorado a área de segurança na Bahia, dentre elas o sistema de câmeras criptografadas. De acordo com Wagner, só no primeiro semestre deste ano, mais de 1.500 pessoas foram presas graças à tecnologia de reconhecimento facial, dado que impressiona pelo histórico.
“Esse lance de câmera foi eu que comecei, mas, quando eu comecei, não era criptografada. Você botava a câmera e tinha uma central que o policial precisava ficar olhando a televisão por horas. Hoje, você lança no sistema a cara da pessoa que está devendo alguma coisa à justiça e age. Naquele tumulto que é o carnaval, a gente consegue prender”, comparou o senador.
Os números citados por Wagner acompanham a tendência de queda da violência no estado. Em 2025, os homicídios na Bahia recuaram quase 10%, acima da média nacional de 8,2%, com o homicídio doloso caindo 12,6%. Além das câmeras, o senador atribuiu os indicadores positivos à qualidade que os policiais passaram a ter no trabalho. “Antes, o colete à prova de bala não era individualizado, hoje todo mundo tem. A arma também não era individualizada, hoje a gente tem munição até para fazer teste”, explicou.
O balanço de segurança do governo estadual indica investimentos de R$ 1,3 bilhão e a contratação de 11 mil policiais, peritos e bombeiros desde 2023. Além disso, cerca de 500 operações contra facções foram realizadas só nos primeiros seis meses de 2026, com mais de 70 líderes do tráfico presos. Para Wagner, superada a barreira dos investimentos, o desafio passa a residir na capacidade de integração das forças de segurança.
“As facções hoje são uma multinacional do crime. A questão da segurança só vai rodar bem quando acontecer a primeira integração das polícias dos estados com a polícia federal e com a polícia de outros países. Porque o PCC está aqui, mas também está na Europa e deve estar nos Estados Unidos”, explicou o senador.