“Vou acabar com sua vida”: prefeito de Coaraci denuncia ex-servidor por ameaças

Foto: Divulgação
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O prefeito de Coaraci, Milton Dias Cerqueira, conhecido como Miltinho, formalizou uma denúncia junto à Polícia Civil da Bahia contra o ex-servidor comissionado Gustavo Tavares Costa. O gestor afirma ter recebido ameaças de morte e relatou episódios de perseguição e divulgação de informações falsas contra a administração municipal após a exoneração do ex-funcionário.

De acordo com o registro feito na Delegacia Virtual, as supostas ameaças ocorreram na noite de 14 de outubro, quando o prefeito estava hospedado em um hotel em Brasília. Segundo o relato apresentado às autoridades, as mensagens foram enviadas pelo WhatsApp entre 21h51 e 21h54.

Entre os trechos reproduzidos no registro policial estão frases como “Não vou lhe perdoar vc vai me pagar caro (sic)” e “Reze muito que vou acabar com sua vida”. Em outra mensagem, o remetente teria escrito: “Fique sabendo seus dias está contado governo passa tempo (sic)”.

O documento também registra uma referência à disputa presidencial, com a frase “Flávio Bolsonaro vai ganhar”, além de uma mensagem em que o ex-servidor teria relacionado seu estado de saúde ao desligamento do cargo.

Segundo a denúncia, os desentendimentos começaram após a exoneração de Gustavo Tavares Costa de uma função comissionada em uma autarquia municipal. O prefeito afirma que, depois do desligamento, o ex-servidor passou a publicar vídeos e declarações hostis na internet, com informações que, segundo ele, prejudicariam a imagem da gestão e o funcionamento dos serviços públicos.

Diante do conteúdo das mensagens e do receio relatado sobre sua segurança, Miltinho solicitou a instauração de inquérito policial e a adoção de medidas de proteção.

O registro apresentado pelo prefeito documenta as acusações, mas não representa, por si só, uma conclusão sobre a responsabilidade do ex-servidor. Até o fechamento desta reportagem, Gustavo Tavares Costa não havia respondido ao contato feito pela redação por meio do telefone informado no registro policial. O espaço permanece aberto para manifestação.

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