O secretário municipal da Saúde de Salvador, Rodrigo Alves, afirmou nesta segunda-feira (15), em entrevista à CBN Salvador, que a Maternidade Municipal da capital passou a absorver uma demanda crescente de gestantes por causa da superlotação e da falta de estrutura em unidades administradas pelo Governo da Bahia.
Segundo o secretário, a rede municipal já recebeu pacientes que não conseguiram atendimento em maternidades estaduais ou que precisavam de assistência para partos de maior complexidade.
“Hoje, na nossa maternidade, a gente já atendeu mais gestantes que apareceram na nossa porta porque as maternidades do Estado estão lotadas ou porque a maternidade do Estado não tem equipamento para atender um parto mais complexo e elas tiveram que ir para a maternidade municipal, que se tornou a maternidade de referência do Estado”, declarou.
Rodrigo Alves também relatou o caso de uma gestante de Itaparica que, segundo ele, encontrou uma maternidade estadual fechada para reforma, atravessou o sistema ferry-boat por meios próprios e, após alegada negativa de atendimento em uma unidade estadual de referência, acabou sendo acolhida pela maternidade municipal durante a madrugada.
Durante a entrevista, o secretário desafiou jornalistas a consultarem os registros da Secretaria da Saúde do Estado para verificar os dados apresentados e afirmou que as regras de funcionamento da maternidade municipal seguem os mesmos protocolos adotados pelas demais unidades da cidade.