A disputa presidencial ganhou uma nova configuração nesta terça-feira (6), com a definição do posicionamento da federação formada por União Brasil e Progressistas (PP). As duas siglas decidiram apoiar Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição para a Presidência da República.
A decisão foi tomada pelas executivas dos partidos e pelas bancadas que integram a federação União Progressista. Segundo a senadora Tereza Cristina (PP-MS), o apoio foi definido por unanimidade e houve fechamento de questão em torno da candidatura do senador do PL.
Com o posicionamento, União Brasil e PP passam a orientar nacionalmente seus integrantes a apoiar Flávio na segunda etapa da eleição. A federação reúne as duas legendas e, por isso, a definição foi construída de forma conjunta entre as direções partidárias.
Articulação após o primeiro turno
As conversas entre Flávio Bolsonaro e dirigentes das duas siglas já vinham ocorrendo antes da votação de domingo (4), mas o avanço das negociações dependia do resultado das urnas. Após a definição do segundo turno, as tratativas foram intensificadas.
No primeiro turno, Flávio terminou com 47,03% dos votos válidos, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registrou 45,16%. Como nenhum dos dois alcançou maioria absoluta, os candidatos disputarão o segundo turno em 25 de outubro.
O apoio de União Brasil e PP se soma a outras manifestações já anunciadas após a primeira rodada da eleição. O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) declarou apoio a Flávio nesta terça-feira, enquanto Romeu Zema (Novo) havia anunciado sua posição na segunda-feira (5).
Outras negociações
A campanha de Flávio também mantém conversas com outras siglas que ainda não formalizaram seu posicionamento. Entre elas estão Republicanos e Podemos, que discutem internamente a possibilidade de apoiar o candidato do PL.
No caso do Republicanos, as negociações envolvem dirigentes nacionais e bancadas eleitas. Já o Podemos deve consultar seus parlamentares antes de oficializar uma eventual decisão.
A movimentação dos partidos ocorre em meio à reorganização das alianças para o segundo turno, que coloca novamente frente a frente Flávio Bolsonaro e Lula na disputa presidencial. A votação definitiva está marcada para 25 de outubro.