O candidato ao governo da Bahia, ACM Neto (União), rebateu nesta segunda-feira (14) a declaração do governador Jerônimo Rodrigues (PT), que teria associado o PIX Saúde a uma possível privatização da saúde pública. A declaração foi dada durante visita à Maternidade e Hospital da Criança Deputado Alan Sanches, no bairro da Federação, em Salvador.
Segundo ACM Neto, a proposta não prevê a privatização do atendimento público, mas a utilização de hospitais particulares em situações nas quais não houver vagas disponíveis na rede pública.
"É claro que não. Ele está falando de uma coisa que ele não conhece, que ele não sabe e que ele não tem a capacidade de executar no seu governo", afirmou.
O candidato também criticou a situação da regulação de pacientes na Bahia e relatou ter recebido denúncias sobre pessoas que aguardam atendimento por longos períodos.
"A gente está vendo aí o drama da fila da regulação. Todo dia a gente recebe denúncias de toda a Bahia, de pessoas que estão morrendo porque não conseguem atendimento", declarou.
Na sequência, ACM Neto contou um episódio relatado por uma pessoa durante um evento político em Cícero Dantas, no último sábado (12). Segundo ele, uma moradora de Jeremoabo teria recebido uma ligação informando sobre a disponibilidade de uma vaga, seis anos após sua morte.
"Uma pessoa chegou e disse assim: 'Neto, a regulação ligou para uma senhora de Jeremoabo que tinha morrido há seis anos'. Seis anos depois. A regulação liga e diz que tem a vaga, seis anos depois do óbito", relatou.
ACM Neto afirmou que a proposta prevê a manutenção da prioridade para a rede pública e o encaminhamento para unidades particulares apenas quando não houver disponibilidade, sobretudo em casos de urgência e emergência.
"A prioridade é o hospital público. Mas, se não houver a vaga no hospital público, nós vamos ajudar a pagar o tratamento no hospital particular para salvar a vida das pessoas. Isso vale principalmente para os casos de urgência e emergência", explicou.
O candidato citou ainda um modelo adotado em São Paulo, conhecido como Tabela Paulista, como referência para a proposta. Segundo ele, a ideia seria credenciar hospitais, remunerar os serviços e estabelecer mecanismos de acompanhamento e fiscalização.
"Existe algo parecido, outro modelo, mas é parecido em São Paulo. Lá eles constituíram uma tabela chamada Tabela Paulista, onde eles credenciaram um conjunto de hospitais, pagam os serviços, tudo feito com transparência e a ideia aqui é a mesma", afirmou.
ACM Neto também defendeu o acompanhamento dos contratos por órgãos de controle e disse que pretende ampliar o número de hospitais credenciados e melhorar a remuneração pelos serviços prestados.
"Acompanhamento do Tribunal de Contas, fiscalização do Ministério Público. Nós vamos ampliar a quantidade de hospitais credenciados e remunerar de maneira adequada e, com isso, a gente conseguir, de fato, salvar a vida dessas pessoas", concluiu.