O deputado estadual Samuel Júnior (Republicanos) criticou a postura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do Partido dos Trabalhadores em relação a pautas históricas e promessas de campanha. Em entrevista à rádio CBN Salvador, o parlamentar atribuiu as recentes propostas do governo federal ao resultado do primeiro turno das eleições e acusou o presidente de tentar contornar a insatisfação popular com medidas eleitoreiras.
Durante a entrevista aos apresentadores André Spínola, Fernanda Cruz e Evilásio Júnior, Samuel Júnior citou a mudança de posicionamento do PT sobre a redução da maioridade penal. O deputado lembrou que, em 2015, o partido se posicionou contra a medida e criticou a defesa de uma redução para 16 anos no debate atual.
“O resultado de forma objetiva é a eleição do primeiro turno. Lula jamais imaginaria que perderia o primeiro turno, principalmente para Flávio [Bolsonaro], da forma que perdeu”, afirmou.
O parlamentar também ironizou as propostas apresentadas durante a campanha e sugeriu a criação de uma “PEC do Charlatanismo” para punir governantes que anunciem medidas que não consigam cumprir.
“Que é você apresentar aquilo que você não vai entregar. E se caso o presidente ou qualquer governante apresentar propostas tentando convencer o eleitor de suas ideias e não conseguir entregar, ele de alguma forma fosse punido”, declarou.
Samuel Júnior ainda criticou as promessas de Lula relacionadas ao acesso da população a alimentos e itens de consumo, citando o discurso sobre a picanha e a cerveja. O deputado mencionou declarações recentes do presidente sobre o consumo de ovos diante da falta de carne e criticou a alta dos preços do alimento.
“O que o presidente está sempre procurando é enganar a população e enganar o eleitor. Só que o eleitor cansou de ser enganado, e a prova tá que o resultado das urnas já mostrou isso”, afirmou.
Ao concluir, o deputado defendeu medidas que classificou como de responsabilidade e criticou iniciativas que considera eleitoreiras nas áreas de trabalho e segurança pública. “Ou a gente de fato faz uma PEC de responsabilidade — seja do trabalhador, de segurança pública — e não vir com medidas eleitoreiras, ou o caminhão tomba”, concluiu.