Rui Costa defende pacificação política e diz que caso Flávio Bolsonaro deve ser tratado pela Justiça

Foto: Divulgação
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O senador eleito Rui Costa (PT) defendeu a redução da polarização política no Brasil e afirmou que eventuais questões judiciais envolvendo Flávio Bolsonaro devem ser tratadas pela Justiça, e não transformadas em pauta central do governo e do Congresso Nacional. A declaração foi dada durante entrevista à Rádio Bandeirantes/BandNews FM, nesta quinta-feira (29), ao comentar a saída do parlamentar do Brasil.

Rui Costa afirmou que a sociedade brasileira deseja mais tranquilidade no ambiente político e que o debate público deveria priorizar propostas com impacto direto na vida da população.

“Eu acho que o povo está cansado dessa polarização, o povo está cansado dessa disputa que não significa disputa para melhorar a vida dele, a vida das famílias, a vida das pessoas”, declarou.

O senador eleito defendeu que as discussões políticas, mesmo quando envolvem divergências intensas, sejam direcionadas a propostas para enfrentar problemas cotidianos da população.

Rui Costa defende foco em emprego e custo de vida

Durante a entrevista, Rui Costa citou emprego, redução do custo de vida, mobilidade urbana e competitividade nacional como temas que deveriam ocupar o centro da agenda política.

“Eu acho que as pessoas não querem mais esse disse-me-disse, esse bate-boca. […] A gente vai discutir com a sociedade o Brasil: o que nós vamos fazer para melhorar o emprego, para baixar o custo de vida da população, para melhorar a mobilidade urbana, para aumentar a competitividade do país”, afirmou.

Na avaliação expressa pelo senador eleito, o governo e os parlamentares devem concentrar esforços em medidas e propostas voltadas às condições de vida da população.

Caso Flávio Bolsonaro deve ficar na esfera judicial, diz senador

Ao abordar diretamente a situação de Flávio Bolsonaro, Rui Costa afirmou que eventuais irregularidades devem ser apuradas pelas autoridades competentes.

“Ele tem que responder à Justiça e o problema dele é com a Justiça”, declarou.

O senador eleito também mencionou possíveis recursos ilícitos e crimes, mas essas referências foram feitas no contexto de sua manifestação sobre a necessidade de responsabilização judicial, não como comprovação de culpa.

A Polícia Federal informou, em nota divulgada em 28 de outubro, que investiga as circunstâncias do descumprimento de determinações judiciais relacionadas à saída do senador do país. Segundo a corporação, não havia registro oficial de passagem de Flávio Bolsonaro pelos postos de controle migratório brasileiros. A PF também ressaltou que a existência de restrições de viagem, por si só, não caracteriza a condição de foragido. Fonte: Polícia Federal⁠.

Rui Costa defendeu que o assunto seja conduzido pelas instituições responsáveis, sem ocupar o centro das atividades do Executivo e do Legislativo.

“Eu não acho que isso tem que vir para o âmbito da política nem do governo. Acho que o governo tem que se concentrar, e nós políticos, o Congresso, tem que se concentrar em cuidar das pessoas”, afirmou.

Debate público e prioridades nacionais

Ao concluir sua manifestação, Rui Costa reforçou que os representantes eleitos devem direcionar sua atuação às demandas da sociedade.

“Nós fomos eleitos para isso, nós não fomos eleitos para ficar debatendo no rádio, na televisão, nas redes sociais, eventuais crimes que uma família ou algumas pessoas têm cometido”, disse.

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