O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem demonstrado, ao longo de seus governos, que é possível combinar responsabilidade fiscal, crescimento econômico e manutenção de políticas sociais essenciais à população. A avaliação é do senador eleito Rui Costa (PT-BA), em entrevista à GloboNews na tarde desta quinta-feira (29).
Segundo Rui Costa, que integrou o governo como ministro da Casa Civil, Lula assumiu compromissos financeiros que, inicialmente, não estavam devidamente previstos no Orçamento de 2023, incluindo cerca de R$ 90 bilhões em precatórios não pagos em 2022 e aproximadamente R$ 60 bilhões relacionados à variação dos valores do Auxílio Brasil. Mesmo diante desses desafios, o governo conseguiu honrar os compromissos, reorganizar as contas públicas e preservar programas sociais importantes para os brasileiros.
“Ele soube combinar as duas coisas”, afirmou o senador, ao destacar que o governo federal realizou ajustes orçamentários e contingenciamentos ao longo do mandato sem promover cortes generalizados nas políticas sociais.
Para Rui Costa, a experiência do governo Lula demonstra que o equilíbrio fiscal não precisa ser alcançado à custa da população mais vulnerável. A estratégia, segundo ele, passa pela responsabilidade na gestão dos recursos públicos, pela organização das despesas e pela criação de condições favoráveis ao crescimento econômico.
O senador também ressaltou que a expansão da atividade econômica é fundamental para melhorar a relação entre a dívida pública e o tamanho da economia brasileira.
“Na medida em que o país cresça, você diminui relativamente a sua dívida e o seu endividamento. Então, eu diria que ele [Lula] vai buscar combinar crescimento do país, manutenção dos compromissos assumidos ao longo de quatro anos e agora na campanha, mas também mantendo e reafirmando a sua responsabilidade fiscal, seu compromisso com o equilíbrio das contas, até porque é a maioria da população que eventualmente pagaria a conta se isso não acontecesse”, explicou.
Ao comentar a evolução da dívida pública, Rui Costa atribuiu parte importante da pressão sobre o endividamento aos juros elevados. Na avaliação do senador, a redução das taxas de juros poderá contribuir significativamente para diminuir o custo da dívida pública e melhorar a situação fiscal do país.
“O presidente já governou esse país e, em momento nenhum, se descolou do compromisso fiscal”, afirmou o senador, ao defender que a trajetória de Lula à frente do Executivo demonstra a possibilidade de conciliar estabilidade econômica e avanços sociais.