O pré-candidato ao Senado pelo PT, Rui Costa, fez duras críticas ao que classificou como uso político da distribuição de benefícios públicos durante entrevista concedida nesta quinta-feira (30) à Rádio Popular FM.
Ao comentar programas de melhoria habitacional, Rui afirmou que políticas públicas não podem ser conduzidas por indicações de agentes políticos e criticou o que chamou de “politicagem” na escolha dos beneficiários.
“Cada político tem sua cota. Não é política pública”, afirmou.
Segundo Rui Costa, benefícios destinados à população não deveriam depender da indicação de vereadores ou lideranças políticas.
“Se fossem chantagem, eu chamo isso de chantagem eleitoral. O cidadão só tem a reforma da casa se o vereador der um bilhetezinho dizendo que ele tem direito.”
Durante a entrevista, o ex-governador também defendeu que programas de recuperação urbana sejam executados de forma ampla, contemplando bairros inteiros, em vez de intervenções pontuais.
“Você passa nos bairros e não vê um bairro consertado. Eu faria diferente: vamos rebocar e pintar todas as casas de um bairro. Não ficar escolhendo quais casas serão beneficiadas.”
Rui ainda comparou essa lógica ao programa Minha Casa Minha Vida, argumentando que seria inadequado permitir que parlamentares definissem quem teria acesso às moradias.
“Imagine se o Minha Casa Minha Vida fosse feito assim no Brasil inteiro, com deputados ou vereadores escolhendo quem teria direito à casa.”
Na sequência da entrevista, Rui Costa também foi questionado sobre a proposta conhecida como “PIX da Saúde”, defendida pelo pré-candidato ACM Neto, que prevê a transferência de recursos para atendimento na rede privada quando não houver oferta imediata na rede pública. A resposta sobre o tema prosseguiu durante a entrevista.