Em vídeo publicado em suas redes sociais nesta segunda-feira (3), o candidato à Presidência da República pelo partido Democrata, Wilson Grassi, voltou a rebater críticas e piadas feitas por ativistas da causa animal em relação ao lançamento de sua postulação.
O médico-veterinário questionou a postura de membros do próprio movimento que demonstraram incômodo com a oportunidade de levar temas como abandono e políticas públicas de proteção animal para a vitrine política do país.
"Eu não consigo entender. Pela primeira vez em 500 anos no Brasil eu tenho um veterinário que é candidato à Presidência da República... Pela primeira vez em 500 anos tem alguém oriundo da causa da proteção animal que é candidato", destacou Grassi.
Projeção nacional e debate de pautas históricas
O postulante argumentou que, independentemente de discordâncias pessoais, a presença de uma candidatura focada na causa animal garante palanque para cobrar compromissos e apresentar propostas aos demais concorrentes e ao eleitorado.
"Só o fato de ser candidato à Presidência da República e poder colocar em nível nacional, poder debater a questão do abandono, a questão da castração de cães e gatos, a questão de hospitais públicos, a questão do comércio de animais... Só o fato de eu poder falar isso para o Lula, para o Flávio Bolsonaro em um debate, mesmo que eu fosse tudo de ruim, a pessoa que é da causa animal não precisa nem votar em mim, mas ela devia estar muito feliz porque essas questões podem ser debatidas em um nível que nunca foram até hoje", defendeu o candidato do Democrata.
Críticas ao ativismo digital e reações do segmento
Ao mencionar comentários irônicos recebidos em seu perfil no Instagram, Wilson Grassi classificou a resistência de parte do meio ativista como um contrassenso à luta por avanços institucionais para o bem-estar animal.
"Mas, ao invés disso, dois ou três vão lá no Instagram e fazem gracinha, fazem piada e duvidam. Me explica o que uma pessoa que se diz ativista pode ficar incomodada quando a causa que ela diz defender vai ser discutida em nível nacional — mas talvez por uma pessoa que não seja ela?", concluiu.