A presidente da Associação Comercial da Bahia participou, nesta sexta-feira (08), do II Fórum Permanente em Defesa do Agronegócio, realizado na sede da entidade, em Salvador. Durante sua fala, a dirigente destacou a importância da segurança jurídica para o fortalecimento do ambiente de negócios e para o crescimento econômico do país.
Ao defender maior atenção às demandas do setor produtivo, a presidente afirmou que os debates sobre temas institucionais precisam considerar, principalmente, a realidade enfrentada pelos empresários e empreendedores brasileiros.
“Muitas vezes discutimos os temas apenas sob a ótica jurídica e institucional. Mas é preciso olhar também pela perspectiva empresarial, de quem gera emprego e faz a economia girar diariamente”, afirmou.
Segundo ela, a segurança jurídica não deve ser tratada apenas como uma pauta do campo do Direito, mas como um fator essencial para garantir estabilidade econômica e incentivar investimentos.
“A segurança jurídica é condição econômica. É ela que permite ao empresário saber quais são as regras, os prazos e os riscos envolvidos em sua atividade”, destacou.
A dirigente também ressaltou que o risco faz parte da atividade empresarial, mas alertou para o cenário de insegurança institucional vivido pelo Brasil. Em sua avaliação, o país tem perdido espaço no cenário internacional e deixado de exercer protagonismo econômico.
“O Brasil não pode ser um risco institucional. Infelizmente, hoje o país abre mão da sua condição de protagonismo e de referência internacional”, declarou.
Durante o encontro, a presidente da ACB reafirmou o compromisso da entidade em atuar ao lado do setor empresarial e das instituições públicas para fortalecer o ambiente de negócios e contribuir para o desenvolvimento econômico da Bahia e do Brasil.
“A Associação Comercial da Bahia está absolutamente à disposição para ajudar o setor produtivo e fazer com que a Bahia continue sendo referência nesse segmento e que o Brasil siga se desenvolvendo”, concluiu.