O candidato ao governo da Bahia ACM Neto (União Brasil) afirmou, nesta quinta-feira (20), durante sabatina do jornal A Tarde, que pretende ampliar os recursos destinados à saúde e utilizar parcerias com a rede privada e filantrópica para reduzir filas e acelerar atendimentos no estado.
Questionado sobre a operacionalização do programa PIC Saúde e sobre a possibilidade de esgotamento do orçamento previsto para a iniciativa, ACM Neto afirmou que não será possível enfrentar os problemas da saúde baiana sem ampliar os investimentos públicos.
“Não há como a gente resolver o problema da saúde na Bahia sem colocar mais dinheiro na saúde.”
Segundo o candidato, a estratégia teria dois pilares: melhorar a gestão do sistema público e aumentar os recursos destinados à área. Ele afirmou que, caso seja eleito, saúde e segurança pública estarão entre as primeiras prioridades de seu governo.
“Se eu tiver a oportunidade de ser governador, eu vou fazer primeiro a saúde e a segurança pública.”
Entre as medidas apresentadas, ACM Neto defendeu a construção de novos hospitais regionais e a ampliação da oferta de leitos para atendimentos de média e alta complexidade, urgência e serviços especializados, como oncologia.
O candidato também propôs ampliar as parcerias entre o governo estadual e as prefeituras que mantêm unidades hospitalares. Segundo ele, o Estado poderia contribuir com contratação de profissionais, aquisição de equipamentos e implantação de UTIs.
Na avaliação de ACM Neto, a medida poderia reduzir a pressão sobre os grandes centros de saúde da Bahia.
“O que isso significa? Você desafogar a demanda e a pressão nos grandes centros, como Salvador, como Feira de Santana, como Barreiras e outros.”
Sobre o PIC Saúde, o candidato explicou que a proposta prevê que o governo estadual utilize recursos próprios para contratar leitos e procedimentos na rede privada e filantrópica quando a estrutura pública não tiver capacidade de atender determinada demanda.
“O Estado vai ajudar a pagar o tratamento, a comprar a vaga, tudo de maneira transparente, com tabela pré-estabelecida, com rede credenciada, com fiscalização dos órgãos de controle.”
ACM Neto citou como exemplo situações de emergência em que um paciente necessite imediatamente de uma vaga de UTI e não exista disponibilidade na rede pública, mas haja leito disponível em um hospital particular.
“Se a pessoa está entre a vida e a morte e não tem um leito imediato de UTI no hospital público, mas tem no hospital particular, o Estado vai lá e vai comprar.”
O candidato também defendeu que o governo estadual estabeleça uma tabela própria para complementar os valores pagos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) aos prestadores privados. Segundo ele, essa estratégia permitiria ampliar a oferta de serviços.
“Assim você aumenta a rede e principalmente preserva a vida de quem está naquela situação de viver ou morrer por um atendimento.”