A falta de quórum que impediu a votação de um projeto do Executivo na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) foi tratada pelo líder do governo, Rosemberg Pinto, como uma falha operacional — e não política. Em meio a especulações sobre possíveis ruídos na base aliada, o parlamentar descartou qualquer cenário de traição e reforçou que o problema se resume à ausência de deputados em plenário.
Durante entrevista nesta terça-feira (5), Rosemberg foi enfático ao atribuir ao próprio governo a responsabilidade de garantir presença suficiente para votação. “Não está jogando contra. O governo tem a obrigação de colocar a maioria no plenário. A oposição faz o papel dela, usa o regimento”, afirmou.
O líder reconheceu que o número mínimo de 32 parlamentares não foi alcançado e indicou que vai apurar as razões das ausências, inclusive de deputados que estavam na Casa, mas não participaram da sessão. “Vou conversar com o governador, vou conversar com os parlamentares que não puderam estar presentes hoje, para saber as motivações. Alguns, inclusive, que estavam na casa e que não desceram para votar. Não sei qual é a motivação”, declarou.
Apesar do episódio, Rosemberg afastou qualquer desgaste interno e destacou o relacionamento com a base. “Uma coisa, pode ter certeza, não é por conta de mim, porque temos uma relação de carinho, de lealdade muito grande”, disse.
O deputado também ressaltou o peso da proposta que ficou sem votação, destacando impactos diretos para os municípios baianos, especialmente na ampliação do acesso à água tratada. Segundo ele, a expectativa é retomar a pauta em breve. “Nós precisamos detectar, buscar uma solução e na próxima semana a gente votar aqui. É um projeto importante, não é um projeto qualquer”, concluiu.