A presidente da Associação Comercial da Bahia (ACB), Isabela Suarez, defendeu que as discussões sobre mudanças na legislação trabalhista, incluindo o fim da escala 6×1, considerem os impactos econômicos sobre os pequenos negócios. Em mensagem pelo Dia dos Comerciários, celebrado nesta segunda-feira (19), a dirigente afirmou que o futuro do trabalho deve ser debatido para além do calendário eleitoral, com a participação de trabalhadores e empresários.
Segundo Isabela, a entidade reconhece a importância de mudanças nas relações de trabalho, mas avalia que as propostas precisam considerar a capacidade financeira das empresas, especialmente as de menor porte.
“A respeito da escala 6×1, a posição da ACB sempre foi clara: mudanças são importantes e seguem tendências de outros países do mundo, mas precisam considerar a realidade e os impactos na saúde financeira dos pequenos negócios”, afirmou.
ACB cobra atenção à carga tributária e à burocracia
Na declaração, Isabela também criticou a falta de atenção do poder público a questões que, na avaliação da entidade, dificultam a contratação de trabalhadores e os investimentos das empresas. Entre os pontos citados estão a carga tributária, o excesso de burocracia e a insegurança jurídica.
“Enfrentar esses problemas traria ganhos tão importantes quanto as mudanças na legislação trabalhista, abrindo muito mais espaço para contratações, investimentos e melhorias de salário”, declarou.
A presidente da ACB ressaltou o papel do setor produtivo na geração de empregos e de recursos para financiar políticas públicas. Por isso, defendeu a participação dos empresários nas decisões que afetam a economia e o mercado de trabalho.
“É o setor produtivo que gera empregos e os recursos necessários para que o Brasil invista na sua população. Por isso, ele precisa estar dentro das decisões”, disse.
Isabela defende diálogo entre trabalhadores e empresários
Ao homenagear os comerciários, a dirigente afirmou que a valorização dos profissionais deve caminhar junto com medidas que estimulem a atividade econômica e ampliem as oportunidades de crescimento.
Isabela também defendeu que o debate sobre o futuro do trabalho continue após as eleições, com diálogo entre as partes envolvidas e responsabilidade na formulação das propostas.
“A todos os comerciários, o nosso respeito e o nosso compromisso: que o futuro do trabalho seja construído com vocês e com quem empreende, com diálogo, responsabilidade e que permaneçam depois das eleições”, concluiu.