Marcelo Werner destaca mais de 18 mil prisões, apreensão de 4 mil armas e dispara: "o Estado não vai ser subjugado por facções"

Foto: Divulgação
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O secretário da Segurança Pública da Bahia, Marcelo Werner, afirmou nesta quinta-feira (2), durante as comemorações da Independência do Brasil na Bahia, no Largo da Lapinha, em Salvador, que o Governo do Estado seguirá intensificando as ações de enfrentamento às organizações criminosas, sem estigmatizar comunidades ou bairros da capital.

Questionado sobre a atuação das forças de segurança em áreas com maior incidência de violência, o secretário defendeu que o combate deve ser direcionado aos criminosos, e não aos territórios.

"Nós não podemos rotular nenhum tipo de bairro. Eu não gosto de fazer esse tipo de comentário em relação a bairros específicos. Até porque 99% das pessoas desses bairros são pessoas de bem, que também são vítimas da violência praticada pelas facções", afirmou.

Segundo Werner, a estratégia da Secretaria da Segurança Pública tem sido ampliar as operações policiais em todo o estado, independentemente da localização.

"Nós temos intensificado, sim, as operações. Já são mais de 100 operações policiais e vamos continuar intensificando as ações contra as facções, contra os criminosos, independentemente de qual bairro seja. Vamos continuar trabalhando contra o crime e contra as facções, que são as responsáveis pelas mortes violentas no estado", destacou.

O secretário ressaltou que as ações têm apresentado resultados, com aumento das prisões e apreensões de armas nos últimos anos.

"Já são mais de 100 operações realizadas em todo o Estado da Bahia, em diversos bairros. Isso culminou no aumento do número de pessoas presas em relação aos anos anteriores, resultado que vem sendo registrado há três anos consecutivos, a partir do fortalecimento e do endurecimento das nossas ações contra a criminalidade", disse.

De acordo com Werner, mais de 18 mil pessoas foram presas e mais de 4 mil armas de fogo foram retiradas de circulação, números que, segundo ele, refletem o investimento em inteligência policial.

"São mais de 18 mil pessoas presas e mais de 4 mil armas retiradas das ruas, inclusive em localidades onde temos intensificado as ações de segurança. São operações cada vez mais baseadas na inteligência, para que possamos alcançar não apenas os executores, mas também as lideranças criminosas", afirmou.

O secretário explicou que as investigações também buscam localizar chefes de organizações criminosas que atuam na Bahia, mas estão escondidos em outros estados.

"Buscamos as lideranças responsáveis por crimes não apenas naquela localidade, mas também em outras regiões de Salvador e até em outros estados da Federação, onde muitos estão escondidos em razão das ações que estamos realizando aqui na Bahia", ressaltou.

Ao encerrar a entrevista, Marcelo Werner reafirmou que o enfrentamento às facções continuará sendo uma prioridade da segurança pública baiana, sempre dentro dos limites da legalidade e com apoio da inteligência policial.

"A gente vai continuar realizando essa ação. Não abrimos mão desse enfrentamento. O Estado não vai ser subjugado por facção. Temos uma posição muito firme em relação a isso. É um enfrentamento orientado pela inteligência, pela legalidade, sempre buscando reduzir as mortes violentas e os crimes contra o patrimônio no nosso Estado", concluiu.

Heber Araújo / Jones Almeida

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