Kobori minimiza previsões negativas e diz que economia cresceu apesar da resistência política

Foto: Divulgação
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As previsões de um possível agravamento da economia brasileira em caso de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foram classificadas como “terrorismo de mercado” pelo especialista em Finanças José Kobori. Durante evento promovido pelo SindSefaz, no Hotel Fiesta, em Salvador, ele recuperou os prognósticos feitos no período eleitoral de 2022 para argumentar que parte das expectativas negativas não se concretizou.

Segundo Kobori, o cenário de pessimismo não é novo. Ele afirmou que, durante a eleição de 2022, também foram divulgadas avaliações apontando para uma possível deterioração econômica caso Lula voltasse ao Palácio do Planalto.

“Eu lembro que em 2022 falaram a mesma coisa. Eu até gravei um vídeo da mesma época com a eleição, que nada ia acontecer”, afirmou.

Na avaliação do especialista, os resultados posteriores contrariaram as previsões mais pessimistas. Kobori sustentou que a economia brasileira manteve crescimento mesmo diante de um ambiente político considerado adverso por ele.

Entre os fatores apontados está a relação entre o governo federal e o Congresso Nacional. Para Kobori, a resistência encontrada pelo Executivo no Legislativo não teria sido suficiente para impedir a continuidade da atividade econômica.

O especialista também direcionou críticas ao peso do mercado financeiro nas discussões sobre os rumos da economia. Na sua avaliação, os interesses do setor financeiro não necessariamente coincidem com os da economia produtiva.

“Pelo contrário, a economia do Brasil ia continuar crescendo a despeito do desejo do capital financeiro”, declarou.

Kobori atribuiu ainda ao presidente Lula um papel importante na manutenção da atividade econômica durante o atual mandato. Segundo ele, mesmo com dificuldades na articulação política e resistência no Congresso, o governo conseguiu preservar uma trajetória de funcionamento da economia.

A declaração ocorreu durante o encontro do SindSefaz, em Salvador, que reuniu participantes para discutir temas relacionados às finanças, à economia brasileira e à conjuntura política.

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