O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) será ouvido pela Polícia Civil para esclarecer o uso de um celular dentro da cabine de votação durante o primeiro turno das eleições. A medida foi determinada pelo juiz Dimas Ramon Esper, da 17ª Zona Eleitoral de Araxá, que também ordenou o depoimento dos mesários que atuavam na seção eleitoral.
As oitivas têm o objetivo de esclarecer as circunstâncias do episódio, incluindo se Zema foi orientado a deixar o aparelho fora da cabine e se houve registro da tela durante a votação. A utilização de dispositivos móveis no local é proibida e pode configurar crime de violação do sigilo do voto.
De acordo com a decisão judicial, ainda são necessários esclarecimentos sobre o ocorrido. As diligências devem ser concluídas em até dez dias, prazo que considera a provável presença do ex-governador em Araxá para votar no segundo turno, marcado para domingo (25).
Após deixar a seção eleitoral no primeiro turno, Zema afirmou que entrou na cabine com o celular porque não recebeu orientação dos mesários para não levar o aparelho. Na ocasião, ele também declarou que não fez fotos.