A deputada estadual Jusmari Oliveira (PSD) apresentou na Assembleia Legislativa da Bahia uma moção de repúdio contra a agressão sofrida por uma operadora de caixa dentro de um supermercado em Luís Eduardo Magalhães, no oeste baiano. O caso, registrado por câmeras de segurança e amplamente repercutido nas redes sociais, provocou indignação política e mobilizou manifestações de autoridades estaduais e nacionais.
Na moção, protocolada no último dia 21 de maio, Jusmari classificou o episódio como inadmissível e afirmou que nenhuma mulher pode ser submetida a “constrangimento, ameaça, humilhação ou violência” no exercício de sua profissão.
“O local de trabalho deve ser espaço de dignidade, respeito e segurança, jamais de medo, abuso ou agressão”, escreveu a parlamentar.
O caso ocorreu após uma discussão entre um cliente e a trabalhadora de 22 anos durante o atendimento no caixa do supermercado. Imagens mostram o momento em que o homem segura o rosto da funcionária e, em seguida, desfere um tapa contra ela. Segundo depoimento do gerente à polícia, o agressor alegou insatisfação com a forma como os produtos estavam sendo passados no caixa.
Na manifestação encaminhada à Alba, Jusmari afirmou que o episódio ultrapassa a violência física e revela um cenário de intolerância e discriminação contra mulheres.
“Quando características identitárias ou posicionamentos políticos são usados para atacar, diminuir ou justificar violências contra mulheres, ultrapassa-se o limite do debate democrático”, declarou a deputada.
A parlamentar também reforçou a necessidade de enfrentamento permanente à violência de gênero e defendeu o fortalecimento de políticas públicas de proteção às mulheres.
“Não podemos aceitar que mulheres sejam silenciadas, intimidadas ou violentadas em espaços públicos ou privados”, pontuou.
O caso ganhou repercussão nacional após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmar, em entrevista, que a vítima teria sido chamada de “negra petista” durante a agressão. Lula disse ter acionado o governador Jerônimo Rodrigues para acompanhar o episódio.
Jerônimo também classificou o ataque como “repugnante” e afirmou que a Polícia Civil acompanha as investigações.
Na moção, Jusmari conclui reafirmando solidariedade à trabalhadora e compromisso com a defesa dos direitos das mulheres.
“Violência contra a mulher é crime e precisa ser combatida com firmeza”, finalizou.