O candidato ao Senado Federal, João Roma (PL), abordou a estratégia de comunicação da coligação oposicionista e o alinhamento com a pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) durante entrevista concedida à Rádio Excelsior nesta quarta-feira (29).
Ao responder sobre questionamentos a respeito de sua vinculação política na campanha, o presidente estadual do PL esclareceu que sua candidatura é oficialmente apoiada pela liderança nacional do partido na Bahia.
"Eu sou candidato a senador com o número 222, o que por si só já traz uma clara vinculação. O Flávio Bolsonaro defende dois nomes no estado da Bahia: João Roma e Angelo Coronel. Estivemos juntos em Vitória da Conquista durante todo o percurso e, em cima do trio elétrico, Flávio levantou meu braço e disse: 'Para nós mudarmos o Brasil eu preciso eleger João Roma, senador número 222'", declarou o candidato.
Estrutura da coligação e dinâmica de campanha
O ex-ministro da Cidadania explicou a composição da aliança partidária formada para o pleito estadual, destacando que a convivência de diferentes correntes políticas no mesmo palanque faz parte da estratégia ampla articulada em torno da candidatura de ACM Neto (União Brasil) ao governo.
"Diferente de quatro anos atrás, quando eu era o candidato a governador e tínhamos a condução da comunicação da campanha, hoje participo de uma chapa com uma ampla coligação com Republicanos, PSDB, União Brasil, PL, Solidariedade e Novo. ACM Neto apoia outro candidato, e convencionou-se focar nessa comunicação. Em todos os palanques, faço questão de defender a mudança na Bahia e no Brasil: no Brasil com Flávio e na Bahia com ACM Neto", apontou.
Legado na gestão social e programas de renda
João Roma relembrou também sua passagem pelo Ministério da Cidadania, ressaltando a ampliação dos repasses de transferência de renda durante sua gestão à frente da pasta federal.
"Dentre os pontos mais positivos do período em que fui ministro da área social, está o reforço dos programas sociais. Chegamos a ajudar mais de 70 milhões de famílias com o Auxílio Emergencial e, na sequência, mais do que tripliquei o valor do Bolsa Família, que passou de uma média de R$ 180 para o mínimo de R$ 600, podendo chegar a valores maiores conforme as condicionantes familiares", concluiu o postulante ao Senado.