Jerônimo lança Atlas Bioenergia Bahia e defende transição para além das commodities

Foto: Divulgação
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O governador Jerônimo Rodrigues (PT) lançou, nesta quarta-feira (25), o Atlas Bioenergia Bahia durante a abertura da International Brazil Energy Meeting (iBEM), no Centro de Convenções de Salvador. Em um discurso focado na soberania tecnológica, o chefe do Executivo baiano criticou o papel histórico do estado como mero exportador de matérias-primas e defendeu que a transição energética deve ser acompanhada de industrialização e ciência para agregar valor à produção local.

"Nós só fomos até aqui enxergados e vistos como fornecedor de commodities. A Bahia contribuiu com amêndoa de cacau, algodão, soja, milho, e nós exportamos e compramos a mesma commodity com valor agregado. Não é o caso de vender amêndoa e comprar chocolate, de vender plumas de algodão para o tecido", comparou Jerônimo, ressaltando que a nova fronteira econômica exige uma educação básica capaz de formar jovens inventores e pesquisadores.

O governador destacou que o potencial natural da Bahia — sol, vento e biomassa — não pode ser explorado sob uma lógica extrativista. Para ele, o estado precisa liderar a cadeia de inovação para não repetir ciclos econômicos passados que pouco beneficiaram a população local em termos de tecnologia e renda.

"Nós temos clareza que a primeira condição é saber explorar o nosso potencial energético, mas até entrarmos na ciência. Não dá para a gente continuar vendendo vento, vendendo sol, ou talvez matéria-prima. Nós não precisamos percorrer o mesmo caminho de uma história perversa de um Brasil colonizado", disparou, enfatizando que o Atlas é uma ferramenta para atrair investimentos que gerem empregos qualificados.

O novo documento é o quarto de uma série de mapeamentos técnicos iniciada na gestão de Jaques Wagner e expandida por Rui Costa. Após os inventários de energia eólica, solar e hidrogênio verde, o Atlas de Bioenergia mapeia agora o potencial de resíduos agrícolas, urbanos e industriais para a geração de energia limpa, consolidando a Bahia como o principal hub renovável do país.

"Este é o quarto atlas que o Brasil se esforça para entregar à academia, ao mercado e à sociedade. Começou com Wagner em 2007, seguiu com o ministro Rui Costa atualizando a eólica e oferecendo a solar, depois entregamos o Hidrogênio Verde com o Senai Cimatec e agora entregamos à sociedade mundial o Atlas da Bioenergia", concluiu Jerônimo, celebrando a continuidade das políticas de Estado no setor.

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