O senador Jaques Wagner (PT), candidato à reeleição, reconheceu que o grupo político governista cometeu um erro ao retirar Lídice da Mata da chapa majoritária nas eleições de 2018. A declaração ocorreu durante a inauguração do comitê de campanha da deputada federal, que busca permanecer na Câmara dos Deputados.
Naquele ano, Lídice, então senadora pelo PSB, ficou fora da composição para o Senado. A vaga foi destinada a Angelo Coronel, que à época integrava o PSD e fazia parte da base aliada.
Durante o discurso, Wagner assumiu a responsabilidade política pela decisão e afirmou que Lídice deveria ter sido mantida na disputa pela renovação do mandato. O senador também destacou a trajetória da parlamentar, primeira mulher eleita para o Senado pela Bahia.
“Por um erro de condução, o grupo não a manteve como senadora, o que deveria ter mantido”, afirmou Wagner.
Wagner cita Coronel e fala em “dívida política”
Wagner também mencionou a trajetória política de Angelo Coronel, que posteriormente deixou a base governista e passou a integrar a oposição. O senador relacionou a mudança de posicionamento ao episódio ocorrido na formação da chapa de 2018.
Para Wagner, a decisão daquele ano acabou gerando um débito político com Lídice da Mata.
“Essa dívida política nós temos com a companheira e deputada Lídice da Mata”, declarou.
Ao final do evento, Wagner afirmou que pretende participar de outras atividades da campanha da deputada. Segundo ele, a inauguração do comitê foi a primeira atividade desse tipo da qual participou pessoalmente na atual disputa eleitoral.