A presidente da Associação Comercial da Bahia (ACB), Isabela Suarez, avaliou positivamente a recente redução de 0,25% na taxa Selic pelo Banco Central, mas ressaltou que o patamar dos juros ainda é um entrave severo para o crescimento do país. Durante a 5ª Reunião da Diretoria Plenária da ACB, nesta quinta-feira (19), a dirigente destacou que, embora o corte sirva como estímulo ao varejo, o cenário para as micro e pequenas empresas continua asfixiante. "Qualquer redução da taxa de juros a gente vê com entusiasmo, mas entendemos que isso está muito longe do ideal enquanto as empresas são sufocadas por uma tributação pesada", pontuou.
Isabela enfatizou que a resiliência do povo brasileiro é o que mantém o comércio em crescimento, ainda que de forma tímida, diante de um custo de capital tão elevado. Para a líder empresarial, a taxa de juros atual impede uma expansão robusta da economia e prejudica especialmente quem está no Simples Nacional e lida com a tributação sobre a distribuição de lucros. "Para que a gente chegasse perto do caminho ideal, ainda falta um longo caminho. Dificilmente o país vai crescer com a taxa no patamar em que está", alertou a presidente da ACB.
Além da pauta macroeconômica, Isabela celebrou o avanço do PLP 108/2021 na Câmara dos Deputados, que teve seu regime de urgência aprovado nesta semana (17/03). O projeto prevê a correção do teto de faturamento do Microempreendedor Individual (MEI) para R$ 130 mil anuais e a permissão para a contratação de até dois funcionários.
Confira os pontos destacados pela dirigente sobre essa medida:
- Correção de Defasagem: O limite atual de R$ 81 mil é considerado obsoleto frente à inflação e aos custos operacionais de 2026.
- Articulação Nacional: A proposta é uma bandeira da Confederação das Associações Comerciais (CACB) junto à Frente Parlamentar do Empreendedorismo.
- Justiça com a Categoria: A atualização permite que o microempreendedor cresça sem o receio imediato de um desenquadramento tributário punitivo.
"Vemos com felicidade porque se trata de corrigir uma defasagem que já existia. O limite hoje já não atende mais a realidade da classe", afirmou Isabela. A expectativa da ACB é que a tramitação acelerada resulte em boas notícias para o setor produtivo nas próximas semanas, garantindo fôlego extra para os pequenos negócios baianos que formam a base da economia do estado.