A presidente da Associação Comercial da Bahia (ACB), Isabela Suarez, adotou um tom de prudência ao comentar as discussões nacionais sobre o fim da jornada de trabalho 6x1 nesta quinta-feira (19). Durante a 5ª Reunião da Diretoria Plenária da entidade, a dirigente revelou que a ACB montou uma equipe multidisciplinar para analisar tecnicamente a proposta antes de emitir um posicionamento definitivo. "As medidas ainda estão sendo estudadas. A gente tem reunido uma equipe técnica e conversado com os mais diferentes setores porque é um assunto que envolve um olhar multidisciplinar", explicou Isabela.
A maior preocupação da associação reside na capacidade de adaptação dos pequenos negócios, que formam a base do comércio baiano. Isabela pontuou que, enquanto grandes empresas e setores tecnológicos já operam naturalmente em regimes como o 5x2, o micro e o pequeno empresário podem enfrentar dificuldades operacionais e financeiras severas com uma mudança abrupta na escala. "A gente entende que o impacto se reverberará principalmente no micro e no pequeno, naqueles que atuam no setor de comércio", alertou a presidente, destacando a necessidade de preservar a viabilidade dessas empresas.
Confira os pontos centrais da análise que vem sendo conduzida pela ACB:
- Diferenciação Setorial: Avaliação de como a mudança afeta o comércio de rua, que depende de funcionamento ininterrupto, em comparação a outros serviços.
- Análise de Custos: Levantamento do impacto financeiro direto na folha de pagamento das Micro e Pequenas Empresas (MPEs).
- Base de Dados Técnica: Construção de um relatório com números concisos para embasar o diálogo com parlamentares e órgãos governamentais.
Isabela Suarez reforçou que a ACB não pretende se precipitar com declarações baseadas apenas em percepções, mas sim em dados sólidos que garantam um direcionamento técnico direto aos seus associados. "Eu não quero me antecipar porque não concluímos ainda todas as análises técnicas para que a gente possa passar números mais contundentes e concisos", concluiu. O tema deve seguir na pauta prioritária da associação nos próximos meses, acompanhando a tramitação de projetos similares que ganham força no Congresso Nacional neste primeiro semestre de 2026.