A presidente da Associação Comercial da Bahia (ACB), Isabela Suarez, subiu o tom nesta quinta-feira (19) ao defender a relevância do setor terciário para o desenvolvimento do país. Durante evento de balanço das tendências da NRF 2026, a líder empresarial destacou que o motor econômico nacional reside nas trocas comerciais e na prestação de serviços, exigindo um olhar mais atento do poder público. "O Brasil não é indústria, o Brasil é comércio. O que a gente pede hoje aqui é que o varejo brasileiro tenha a mesma atenção dispensada à indústria e ao agro", afirmou.
Isabela fundamentou sua cobrança com dados sobre a empregabilidade no setor, ressaltando que o segmento é o maior empregador do Brasil. Para a presidente da ACB, o tratamento diferenciado dado a outras cadeias produtivas não condiz com o peso social e econômico do varejo nas cidades. "Afinal de contas, a gente fala que esse segmento da economia é responsável por 80% dos empregos formais", pontuou, reforçando a necessidade de políticas públicas que incentivem o consumo e desonerem a folha de pagamento.
A participação da ACB no pós-NRF — a maior feira de varejo do mundo, realizada em Nova York — visa justamente traduzir as inovações globais para a realidade do empresariado baiano. Isabela colocou a associação à disposição para liderar esse processo de modernização e articulação política. "Contem com a Associação Comercial da Bahia para cada vez mais articular políticas públicas, tendências e encontros", concluiu a dirigente, sinalizando que a entidade manterá a pressão por reformas que garantam a competitividade do comércio frente aos novos desafios tecnológicos e tributários de 2026.