A Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB) emitiu nota na qual analisa o anúncio oficial do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, nesta quarta-feira, 05. O BC manteve a tendência de queda e aplicou redução em 0,25 ponto percentual da taxa Selic, dando continuidade à tendência de queda anunciada nas últimas reuniões. Confira nota técnica da Federação, que analisa a importância desta medida para assegurar a retomada dos investimentos e da atividade econômica do país.
NOTA TÉCNICA
Queda dos juros é essencial para estimular investimentos
A Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB) avalia positivamente a recente decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de reduzir a taxa Selic em 0,25 ponto percentual. Apesar de os juros ainda permanecerem em patamar elevado, a Federação considera importante que o ciclo de flexibilização monetária tenha continuidade nas próximas reuniões do Comitê. Nesse contexto, será fundamental acompanhar atentamente o comunicado da autoridade monetária e as sinalizações sobre os próximos passos da política de juros.
A continuidade da trajetória de redução da Selic é estratégica para a retomada da atividade econômica, que apresentou expansão moderada de 1,10% no primeiro trimestre deste ano. Ao mesmo tempo, a inflação acumulada em 12 meses alcançou 4,64%, situando-se acima do teto da meta do Banco Central, mas mantendo-se pressionada, em grande medida, pelos efeitos do conflito entre Irã e Estados Unidos sobre os preços, custos e expectativas econômicas.
No cenário internacional, a redução dos juros contribui para aproximar o Brasil das condições observadas em outras economias. Enquanto os Estados Unidos operam com taxas entre 3,50% e 3,75%, a Zona do Euro registra taxa de 2,40% e o México, importante economia emergente, de 6,50%, o Brasil ainda convive com um custo de capital significativamente mais elevado. A sinalização de queda promovida pelo Banco Central, ainda que gradual, oferece o fôlego para que o país avance na recuperação de condições mais equilibradas de competitividade no mercado externo.
A flexibilização da política monetária também se mostra fundamental diante dos desafios geopolíticos e da volatilidade das cadeias globais de suprimentos. O atual cenário exige esforços coordenados para reduzir os custos de produção, recuperar a competitividade da economia nacional e transformar o potencial do país em investimentos produtivos concretos.
Para a FIEB, a redução gradual dos juros representa uma sinalização relevante de compromisso com o desenvolvimento sustentável, tanto no âmbito nacional quanto no regional. A Federação reafirma sua confiança de que o Banco Central, preservando o rigor técnico de suas decisões, saberá ponderar os desafios enfrentados pela economia real e contribuir para a construção de um ambiente mais favorável ao crescimento, à ampliação dos investimentos e à geração de empregos.