Fantasias e adrenalina marcam Festival de Cultura do Grau em Castro Alves

Foto: Divulgação
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O ronco dos motores e a vibração do público marcaram o 1º Festival de Cultura do Grau, em Castro Alves, mas foram as fantasias que roubaram a cena. Entre manobras radicais e aplausos, praticantes mostraram que o grau vai muito além de um simples esporte e que também é lazer e expressão cultural.

Vestidos de personagens e cheios de atitude, alguns praticantes do esporte chamaram atenção ao transformar a pista em um verdadeiro espetáculo. Mais do que performance, eles carregam narrativas que ajudam a desconstruir o estigma de que quem pratica o grau está ligado à marginalidade.

O influenciador digital Ceceu, da Mídia, 43 anos de Maceió, pratica o grau há 14 anos e foi fantasiado de Saci Pererê. Ele destaca que tudo começou pela busca de diversão e adrenalina. “Eu via e achava massa, quis aprender. Hoje é uma forma de ocupar a mente, viver algo bom e mostrar que dá pra seguir um caminho diferente”, afirma. O grau precisa ser visto de outra forma. Aqui é cultura, é disciplina e é oportunidade pra juventude”.disse.

Outro destaque foi MH Eventos, de 21 anos, que pratica o grau há quatro anos e também atua como influenciador digital. Fantasiado com referência ao filme Todo Mundo em Pânico, ele chamou atenção não só pelo visual, mas pela habilidade nas manobras. “Desde criança sempre gostei disso. Hoje vejo o grau como esporte e também como entretenimento. A gente se diverte, mas leva a sério”, diz.

Diretamente de Sergipe, o jovem conhecido como Nando do Grau, de 22 anos, também chamou a atenção ao surgir caracterizado como Homem-Aranha. Praticante há quatro anos, ele conta que a paixão começou cedo, aos 11 anos. “Foi algo que fui aprendendo com o tempo, pegando gosto e dominando. Hoje é parte da minha vida. Estar aqui mostra que o grau une pessoas de vários lugares”, destaca.

Já de Aracaju, Arthur “Gelado do Grau”, de 22 anos, conta que começou no esporte aos 12, incentivado por amigos. Para ele, participar do festival foi marcante. “O evento superou as expectativas. Organização boa, muita gente e uma energia diferente. Mostra que o grau está crescendo e sendo valorizado”, afirma.

O festival evidenciou que o grau, quando praticado com organização e responsabilidade, se consolida como um movimento cultural crescente, que mistura esporte, arte e identidade. Em Castro Alves, ficou claro: por trás de cada manobra, há histórias, sonhos e uma juventude que quer ser vista de forma diferente e não como problema, mas como potência.

Espaço para as crianças

O evento também teve um olhar especial para o público infantil. Uma área kids foi montada para garantir a participação das crianças, além de um espaço dedicado ao grau de bicicleta, onde os pequenos puderam se aventurar com segurança, praticando manobras em suas próprias bikes e vivenciando, desde cedo, o espírito do esporte.

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