Ex-prefeito de Cocos acusa ACM Neto de desconhecer realidade dos municípios

Foto: Divulgação
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O ex-prefeito de Cocos e pré-candidato a deputado federal Marcelo Emerenciano (Avante-BA) criticou nesta segunda-feira (25) declarações do ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil) que provocaram repercussão entre gestores municipais baianos. Segundo Marcelo, a fala reforça um distanciamento político de ACM Neto em relação à realidade enfrentada pelos prefeitos do interior do estado.

Ao comentar o episódio, o ex-prefeito afirmou que os gestores municipais exercem papel central na administração pública e lidam diretamente com as principais demandas da população. Para ele, minimizar a importância dos prefeitos representa desconsiderar a própria dinâmica dos municípios.

“Prefeito não é peça decorativa. Prefeito é quem está na ponta, ouvindo cobranças todos os dias, cuidando de estrada, escola, ambulância, água, saúde e assistência”, declarou Marcelo.

A reação ocorre após comentários de ACM Neto durante agenda política em Vitória da Conquista, que repercutiram em grupos de discussão ligados à União dos Municípios da Bahia (UPB). Marcelo avaliou que o episódio evidencia dificuldades do ex-prefeito de Salvador em ampliar diálogo político com lideranças municipais do interior.

Presente nas plenárias do Programa de Governo Participativo (PGP) realizadas em Macaúbas e Guanambi no fim de semana, o pré-candidato também comparou a postura do governador Jerônimo Rodrigues (PT) com a do principal nome da oposição ao governo estadual.

Segundo Marcelo Emerenciano, as agendas do PGP demonstraram aproximação do governador com prefeitos, movimentos sociais, lideranças regionais e representantes da sociedade civil.

“Eu estive nos dois PGPs e vi Jerônimo fazendo o que um governador deve fazer: sentar, ouvir, prestar contas e construir junto com quem conhece o território”, afirmou.

O ex-prefeito ainda voltou a defender maior valorização dos municípios e disse que a política estadual precisa reconhecer o papel das administrações locais na execução de serviços públicos essenciais.

“Quem desrespeita prefeito desrespeita uma cidade inteira”, concluiu.

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