“Eu vou acabar com o QI”, afirma ACM Neto ao defender mudanças na regulação da saúde

Foto: Divulgação
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O candidato ao governo da Bahia ACM Neto (União) afirmou que pretende mudar o sistema de regulação da saúde no estado. A declaração foi dada nesta segunda-feira (21), durante entrevista ao Projeto Prisma, do Bahia Notícias.

Segundo Neto, a regulação deve ser mantida, mas precisa funcionar com profissionais qualificados, uso de tecnologia e descentralização do atendimento. Ele citou como referência o sistema CROSS, utilizado em São Paulo.

“A regulação tem que existir, mas ela tem que funcionar. Volto ao exemplo de São Paulo na saúde. Lá existe um sistema que eu quero trazer para cá, chamado de sistema CROSS, que organizou a regulação em um estado enorme, como é o caso de São Paulo”, afirmou.

O candidato também defendeu que o acompanhamento do paciente seja feito desde o momento em que é solicitado o internamento até a alta médica. Para ele, o processo deve contar com critérios técnicos e mecanismos que permitam acompanhar cada etapa do atendimento.

Neto criticou o que chamou de uso do “QI” para conseguir acesso a vagas na rede pública. Segundo ele, atualmente pessoas com acesso a políticos ou aliados do governo teriam mais facilidade para buscar atendimento na regulação.

“Porque hoje, a realidade é que o que funciona é o QI. Quem indicou? Então, se é deputado federal, deputado estadual, ou aliado do governador, consegue acesso à Secretaria de Saúde, fala com alguém na Secretaria de Saúde e resolve a vaga”, declarou.

Na avaliação do candidato, o modelo prejudicaria quem não possui acesso a autoridades políticas. “Mas o cidadão comum que não tem condições de pedir a um deputado, ou quem não votou no deputado deles, isso não existe. Então, eu vou acabar com o QI”, afirmou.

Como proposta, ACM Neto disse que pretende retirar indicações políticas do processo de regulação e adotar critérios técnicos. “Não vai haver indicação política na regulação. Vai ser tudo feito com transparência, de maneira técnica, descentralizada e com um sistema que funciona”, concluiu.

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