"Eu sempre disse que o projeto tem que ser votado por acordo", afirma Carlos Muniz sobre adiamento de votações na Câmara de Salvador

Foto: Divulgação
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Durante entrevista concedida na Câmara Municipal de Salvador (CMS) nesta quarta-feira (12), o presidente do Legislativo soteropolitano, vereador Carlos Muniz (PSDB), forneceu detalhes adicionais sobre o adiamento da votação dos projetos de lei de autoria dos vereadores — entre eles, a proposta referente ao modelo Kiss and Fly no Aeroporto de Salvador.

Ao responder aos questionamentos dos jornalistas sobre a resistência do plenário em votar as matérias aguardadas na pauta do dia, Muniz ressaltou que diversos projetos ainda necessitavam de uma análise técnica aprofundada nas comissões permanentes do Casa.

"Na realidade, mais uma vez, os líderes acharam que o projeto deveria ser mais estudado. Tem projetos que foram apresentados no momento e que não tinham passado pelas comissões que teriam que passar — só tinham passado pela Comissão de Constituição e Justiça. Então, mais uma vez, eles querem estudar esses projetos para saber se realmente tem alguma coisa que venha a obstar ou não a votação. É uma deliberação dos líderes", pontuou o presidente da Câmara.

Alerta à oposição e necessidade de articulação

Interpelado sobre a surpresa e os protestos do líder da oposição, vereador Randerson Leal (Podemos), de que havia um compromisso prévio firmado na reunião do Colégio de Líderes, Carlos Muniz explicou que a inclusão na pauta não garante, por si só, a aprovação da matéria sem a formação de maioria no plenário.

"Na realidade, não tinha maioria ainda suficiente para que esses projetos fossem votados. Eu sempre disse que o projeto tem que ser votado por acordo. Um exemplo: quem fez uma reclamação ali foi o líder da oposição, o vereador Randerson Leal. O projeto dele pode ir para o plenário e ser rejeitado", ponderou Muniz.

O presidente da CMS frisou que orienta constantemente os parlamentares a dialogar com as bancadas para evitar derrotas regimentais que inviabilizem as matérias.

"O que é que eu peço a ele? Que ele, antes, converse com os vereadores para que não haja isso. Isso é ruim tanto para mim quanto para o vereador, que vai ter o projeto rejeitado pela própria Casa. Então, é estudar um pouquinho, conversar antes com os vereadores para que o projeto dele não seja rejeitado e ele, no final, saia prejudicado com um projeto que ele tanto espera ser votado e aprovado. É o que a gente pode fazer", concluiu Carlos Muniz.

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