Em Maragogipe, ACM Neto mostra comunidade onde famílias foram expulsas por facção e cobra ação de Jerônimo: “Cadê o governador?”

Foto: Divulgação
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O ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao Governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil), divulgou nesta segunda-feira (8) um novo vídeo que expõe o avanço da criminalidade no estado. Desta vez, Neto esteve na comunidade de Capanema, na zona rural de Maragogipe, no Recôncavo baiano, onde centenas de famílias precisaram deixar suas casas por causa da insegurança, da atuação de facções criminosas e das disputas territoriais.

É possível ver imóveis abandonados na localidade. A cena retrata uma realidade que deixou de estar concentrada apenas na capital e passou a atingir também comunidades do interior baiano. “Não é só em Salvador. O crime também está no interior da Bahia. Mais um lugar que jamais deveria ter perdido uma vida tranquila”, afirmou Neto.

Ele ainda cobrou a presença do governador Jerônimo Rodrigues (PT) na localidade e criticou a falta de resposta do governo estadual diante da situação vivida pelos moradores. “Cadê o governador Jerônimo Rodrigues? Ele sabendo que existe essa realidade aqui na zona rural de Maragogipe por que ele não vem aqui?”, declarou.

A nova denúncia ocorre após o ex-prefeito já ter mostrado, na semana anterior, a situação da Travessa Ubatã, no bairro de Narandiba, em Salvador, onde moradores também relataram ter abandonado suas casas por causa da atuação de facções criminosas. Agora, em Capanema, Neto voltou a afirmar que o domínio territorial do crime organizado tem obrigado famílias a deixarem suas residências e mudado a rotina de comunidades que antes viviam de forma tranquila.

“Centenas de famílias nos últimos meses deixaram a localidade. Aqui se tornou um espaço e território de disputa de facções criminosas. Sendo que uma facção se instalou aqui e fez uma espécie de QG do crime organizado, essa localidade tem uma posição estratégica no Recôncavo porque está muito próxima da sede de Maragogipe, e de São Félix, Cachoeira, São Felipe e Nazaré”, disse.

Neto também citou o assassinato de um morador da comunidade ocorrido na semana passada. A vítima era comerciante e teria sido morta em meio ao cenário de conflito provocado pela presença de organizações criminosas na região.

“Na semana passada foi assassinado um morador aqui de Capanema, ele era um comerciante, e em razão dessa disputa das organizações criminosas, ele foi brutalmente assassinado. A gente se pergunta: onde há segurança na Bahia? Onde o território está completamente imune da ação do crime organizado?”, questionou.

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