"É uma negação ao povo do Subúrbio", dispara Jerônimo Rodrigues ao rebater críticas de Bruno Reis sobre o VLT

Foto: Divulgação
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O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), concedeu entrevista à rádio Baiana FM nesta terça-feira (27) e rebateu duramente as recentes declarações do prefeito de Salvador, Bruno Reis, sobre a implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). O gestor estadual cobrou do chefe do Executivo municipal maior presença e dedicação aos problemas da capital baiana em vez de itinerários pelo interior.

Jerônimo iniciou sua fala apontando que o gestor soteropolitano deveria priorizar o cuidado direto com os bairros da cidade e cumprir os compromissos com o eleitorado que o elegeu.

"Pois é, acho que o prefeito podia cuidar da cidade. O prefeito esteve com ela suja esses tempos atrás, maltratada. Ele tá percorrendo a Bahia — nada contra, ele tem que percorrer —, mas ele não podia abrir mão da governança, ele tem que governar. Ele teve uma votação específica, tem que reconhecer, para poder cuidar de Salvador, dos bairros."

O governador rebatou o tom adotado pela oposição quanto aos testes do modal de transporte, classificando a postura como "negacionismo" em relação às melhorias que já vêm sendo vivenciadas pela população no Subúrbio Ferroviário.

"Uma é a negação, um negacionismo impressionante. Já existem os trens rodando, carregando as pessoas em fase de teste, da Calçada até o Bato. Não estou inventando, pergunto a qualquer pessoa que está andando ali. Eu vi uma matéria em um dos jornais aí e vocês veem que as pessoas estão utilizando isso para poder se divertir no final de semana, passear, usando como opção de lazer. Aí, ao invés de a pessoa estar reconhecendo, fica torcendo contra. É sangue de barata, é assim que minha mãe dizia, sangue de barata, torcendo contra um projeto que já existe."

Por fim, o petista criticou a forma como a gestão municipal enxerga as comunidades da periferia e do Subúrbio, afirmando que desqualificar os trechos atendidos pelo transporte demonstra desrespeito com os moradores locais.

"E quando ele usa 'de lugar nenhum a lugar nenhum', onde é 'nada'? É a Calçada? É assim que ele enxerga, é nada? O povo que trabalha ali é nada, e o Subúrbio não é lugar nenhum? Imagina, não é lugar nenhum. É assim que eles enxergam. Essa prefeitura tem a dinâmica de esquecer o bairro e depois dizer 'ali não é lugar nenhum'. É uma negação ao povo do Subúrbio. Pergunta por que lá não tem a proteção básica adequada, porque ali não é nenhum lugar, ali não mora ninguém."

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