Durante agenda de entregas de obras de infraestrutura e contenção de encostas no bairro do Ogunjá, nesta quarta-feira (5), o prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), comentou o cenário eleitoral para o Senado Federal na Bahia. O gestor municipal minimizou os números iniciais das pesquisas de intenção de voto envolvendo o senador Ângelo Coronel, avaliando que o desconhecimento de seu nome nas grandes cidades tenderá a ser superado ao longo da campanha.
"É natural, até porque o Coronel só disputou uma vez a eleição de senador no contexto de uma chapa. Ele nunca disputou sozinho a eleição majoritária como os outros já disputaram — até mesmo o João Roma, que já foi candidato a governador, e os outros dois ex-governadores", pontuou o prefeito.
Aliança ao Senado e potencial de crescimento
Bruno Reis destacou que, à medida que o eleitorado associar as candidaturas de Ângelo Coronel e João Roma (PL) como os nomes da oposição ao Partido dos Trabalhadores (PT) na Bahia, a chapa atrairá a fatia do eleitorado insatisfeita com a atual gestão estadual.
"Se você for ver, o nome de Coronel ainda é muito desconhecido nas grandes cidades. Eu acho que, à medida que todos souberem que Ângelo Coronel e João Roma são os candidatos de oposição ao PT, ele vai ter todos os votos de quem está insatisfeito, de quem quer mudança. E acho que ainda terão, pelas relações que tanto Coronel quanto João Roma têm com aliados de lá, votos, digamos assim, nas bases de quem está com Jerônimo", analisou.
Histórico de dobradinha e "efeito chapa"
O prefeito ressaltou ainda a tendência histórica do eleitorado baiano de votar nos candidatos ao Senado indicados pela chapa vitoriosa ao governo do estado.
"E aí, gente, historicamente, só não em 1982 que se elegeu um senador fora da chapa de governador. Fora essa exceção, sempre o governador eleito elegeu os senadores. E a nossa expectativa é que a nossa vitória traga juntos os dois senadores, Ângelo Coronel e João Roma."
Resposta a Rui Costa e "paternidade" das vitórias
Ao ser questionado sobre declarações do ministro e ex-governador Rui Costa (PT) — que costuma atribuir a si a responsabilidade pela eleição de Coronel ao Senado no pleito anterior —, Bruno Reis ironizou a postura do adversário e criticou a narrativa de reivindicar apenas as vitórias políticas.
"Pois é, ele é 'o cara', né? O problema é esse: quando alguém ganha a eleição, foi ele que foi o responsável; aí quando perde, a culpa é do cara. Queria ver se tivesse dado errado se ele estaria dizendo isso", ironizou o prefeito de Salvador.