O pré-candidato a deputado estadual Carlinhos Sobral destacou nesta quarta-feira (20), durante entrevista concedida diretamente de Brasília, a necessidade de ampliar o apoio financeiro da União às prefeituras, principalmente às cidades pequenas que dependem quase exclusivamente do Fundo de Participação dos Municípios (FPM).
Com discurso alinhado à pauta municipalista que domina os debates na capital federal, Sobral afirmou que os municípios concentram as maiores demandas da população, mas continuam sendo a esfera mais sacrificada na divisão dos recursos públicos.
“Tudo acontece no município. É onde o povo precisa de saúde, educação, segurança e infraestrutura. Então o governo federal precisa ser sensível às dificuldades enfrentadas pelas prefeituras”, afirmou.
Ex-prefeito de cidade do interior, Carlinhos Sobral ressaltou que conhece de perto a realidade financeira das pequenas administrações e defendeu medidas que reduzam o peso das obrigações sobre os cofres municipais, garantindo mais capacidade de investimento e geração de empregos.
“Quem já administrou cidade pequena sabe como é difícil. Muitas vezes é ‘assando e comendo’, sem sobra nenhuma. Tem município que praticamente só consegue fazer a manutenção básica da máquina pública”, declarou.
O pré-candidato também argumentou que qualquer economia gerada para as prefeituras pode representar avanço direto nos serviços prestados à população, permitindo contratação de pessoal, obras e novos investimentos estruturantes.
“Qualquer recurso que venha aliviar as contas dos municípios é muito importante, porque os prefeitos querem desenvolver suas cidades, mas muitas vezes ficam limitados pela falta de orçamento”, completou.
Durante a entrevista, Sobral ainda reforçou que o governo federal precisa adotar políticas mais sensíveis aos municípios menores, especialmente aqueles que sobrevivem quase exclusivamente dos repasses constitucionais.
“Os municípios menores precisam de um olhar diferenciado. São eles que mais sofrem e que mais dependem do FPM para manter os serviços funcionando”, concluiu.