“Criamos 6 mil leitos e entregamos 15 hospitais”, diz Jerônimo Rodrigues

Foto: Divulgação
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Durante o encerramento do Programa de Governo Participativo (PGP), neste domingo (26), o governador Jerônimo Rodrigues (PT) defendeu os investimentos do Governo da Bahia na área da saúde, afirmou que já entregou 15 hospitais e criou seis mil leitos em três anos e meio de gestão, e cobrou maior participação dos municípios na estruturação da atenção básica e da média complexidade.

Ao comentar o desafio da regulação no Sistema Único de Saúde (SUS), Jerônimo destacou que a ampliação da oferta de leitos de alta complexidade é uma das estratégias do governo para reduzir a fila de pacientes. Segundo ele, novos equipamentos foram entregues em municípios como Valença, Gandu, Serrinha e Alagoinhas, com apoio do governo federal.

O governador ressaltou que o funcionamento da rede pública depende da integração entre Estado e prefeituras e afirmou que não atribui a responsabilidade exclusivamente aos gestores municipais. “Nós temos um sistema. Para a regulação acontecer de forma qualificada, é importante o SUS funcionar. E o SUS funciona quando a unidade funciona, quando o Estado funciona e quando a prefeitura funciona”, disse.

Ao abordar a situação de Feira de Santana, Jerônimo fez críticas à ausência de um hospital municipal na segunda maior cidade da Bahia e afirmou que o Estado está disposto a investir recursos para viabilizar o equipamento.

“Como é que pode uma cidade, a primeira do interior em população, a segunda da Bahia, não ter um hospital municipal? Eu quero botar dinheiro. Quero oferecer recurso orçamentário para a gente construir um hospital em Feira de Santana.”

Segundo o governador, a falta da unidade faz com que casos de menor complexidade acabem sendo encaminhados ao Hospital Geral Clériston Andrade, referência para atendimentos de alta complexidade.

Jerônimo também criticou a postura de adversários políticos ao responsabilizarem exclusivamente o governo estadual pelos problemas da saúde pública. Sem citar diretamente nomes, ele afirmou que ex-gestores de Salvador não têm legitimidade para fazer esse tipo de cobrança.

“Se o prefeito não faz e vai querer criticar, é como se eu não fizesse as coisas na Bahia e fosse criticar o governo federal.”

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